Viajei muito nas últimas semanas e vi muito, não sei se aprendi, mas me esforcei bastante para isso! Porém, acho que devo compartilhar com vocês. Em Brasília, vi e fotografei a primeira embaixada construída e em pleno funcionamento; poderia chamá-la de "Embaixada Jardim"; a ideia é dos amigos americanos do Norte.
A residência do embaixador, a dos funcionários e hóspedes fazem também parte do belo conjunto, de linhas modernas e harmoniosas, de divisões funcionais e decoradas com móveis modernos e cômodos, fabricados no Brasil.
Prosseguindo em minhas andanças, cheguei às margens do rio São Francisco, na fronteira Minas-Bahia. O assunto talvez não se ligue diretamente ao jornal, porém o caso em si é de grande importância que me permito narrá-lo.
É que lá foi iniciada há muitos anos pelo saudoso embaixador Assis Chateaubriand a "Fazenda Manga", no fim do mundo, lá onde a terra não dava nada. Mas não dava nada mesmo!... Presenciei juntamente com a minha caravana composta pelo casal Rubem Berta Junior (paraninfos), Erik Carvalho, drs. Eduardo Monteiro Álvares, Napoleão de Carvalho, Garibalde Dantas e outros, a colheita de algodão.
A qualidade é tão boa, como o algodão das terras cultivadas há anos; é um verdadeiro milagre, lavoura mecanizada, tudo indicando que mesmo a terra arenosa, devidamente adubada e irrigada dá ótima colheita... Tinha necessidade de dizer isto a vocês, rendendo esta pequena homenagem ao seu iniciador, esse homem de larga visão, que foi Assis Chateaubriand.
Minha viagem continuou; cheguei à capital de Minas Gerais, Belo Horizonte. Vi que lá, pé-de-meia começa bem cedo, vi também carne com novo corte a "la francesa", pronta para assar, fotografei tudo e na próxima crônica, este jornal mostrará a vocês em todos os detalhes. E lembrem-se: viajando se aprende. Sempre!...
João Álvares ? jornalista