Se depender do governo brasileiro, além das estrelas em campo a final da Copa terá um time de peso também na tribuna de honra.
A presidente Dilma Rousseff decidiu convidar os chefes de Estado do grupo Brics (grupo de países emergentes que engloba além do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) a assistir à partida, marcada para 13 de julho.
Dois dias depois, em Fortaleza, ocorre a reunião de cúpula do grupo.
Na China, segundo a reportagem apurou, o convite foi enviado ontem por meio da embaixada do Brasil em Pequim ao presidente do país, Xi Jinping.
Fã declarado de futebol, Jinping já havia manifestado interesse em ir a um jogo da Copa quando o vice-presidente, Michel Temer, visitou a China, em novembro.
O desejo foi um dos motivos que levaram à mudança da cúpula dos Brics.
O anfitrião tem o direito de escolher a data e o Brasil havia proposto que o evento fosse realizado em março ou abril. Por influência da China, porém, ficou para julho.
Apesar da paixão do presidente chinês por futebol, não está confirmado que ele irá à final. A complexa logística exigida, sobretudo com a segurança, pode levar os chineses a desistir da ideia.
Além disso, há o medo de que Jinping sofra uma vaia da torcida no Maracanã, num indesejável constrangimento exibido para todo o planeta.
Para pessoas envolvidas na preparação da visita, entre os líderes dos Brics a presença mais provável na final da Copa é a do presidente da Rússia, Vladimir Putin, por dois motivos: primeiro, a Rússia sediará a Copa de 2018. E, segundo, Putin não tem medo de vaia
Deputados
Nesta segunda-feira (14), Xi Jinping recebeu uma comitiva de seis parlamentares brasileiros, encabeçada pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PT-RN).
Segundo pessoas presente ao encontro, a Copa do Mundo foi um dos assuntos da conversa e o presidente chinês afirmou que torcerá pelo Brasil.
Os deputados formalizaram o convite para que Xi faça um discurso no Congresso nacional durante sua visita de Estado ao Brasil, logo após a cúpula dos Brics.
A data prevista é 16 de julho, o que exigirá a convocação de sessão extraordinária, já que será no períodos do recesso parlamentar.