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Em manobra do Planalto, Senado adia decisão sobre CPI

Por Gabriela Guerreiro | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

O Senado adiou para depois da Semana Santa a decisão sobre a instalação da CPI da Petrobras, numa ação orquestrada pelo Palácio do Planalto para postergar o início das investigações. Oficialmente, os governistas afirmam que o Congresso precisa esperar decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre qual comissão de inquérito deve ser instalada no Legislativo.

Em ano eleitoral, o Planalto trabalha para que a CPI não seja instalada porque teme que as investigações arranhem a imagem de gestora da presidente Dilma Rousseff. O governo aposta no curto calendário do Congresso até junho, com o início da Copa do Mundo, para evitar que comissão dê início aos seus trabalhos.

A ministra Rosa Weber, do STF, prometeu responder ao pedido da oposição sobre a instalação de CPI exclusiva para investigar a Petrobras até a próxima quarta-feira, dia 23. PSDB, DEM e PPS apresentaram mandado de segurança para limitar as investigações à estatal, enquanto aliados do Planalto defendem a inclusão de assuntos que desgastam a oposição em ano eleitoral, como o cartel do Metrô em São Paulo e o Porto de Suape (PE).

A comissão de inquérito será instalada no Senado somente depois que o plenário decidir sobre recurso, apresentado pelo PSDB, que pede a instalação de comissão de inquérito exclusiva da Petrobras. A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) decidiu em favor da CPI ampliada, como defende o governo, derrotando o argumento dos tucanos que levaram a questão ao Supremo.

Aliado de Dilma, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou que o adiamento da votação seja uma estratégia para retardar o início dos trabalhos da CPI.

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