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Familiares querem justiça para garoto morto no RS

Folhapress
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Um clima de comoção e revolta marcou o enterro do menino Bernardo, 11 anos, na manhã de ontem, no cemitério ecumênico em Santa Maria (RS). Entre parentes e amigos da família, cerca de cem pessoas acompanharam a cerimônia.

Pai e madrasta do menino foram presos suspeitos pela morte do garoto, que ficou desaparecido por dez dias e cujo corpo foi localizado em Frederico Westphalen, cerca de 80 km de Três Passos, cidade gaúcha onde morava Bernardo.

A maioria dos presentes no enterro chorava.  A revolta ficou por conta da avó materna, Jussara Uglione, e por outros parentes. Ela disse que a morte do garoto “não pode ficar impune”. “Justiça, não me deixe desamparada.”

Pai nega

O pai do garoto Leandro Boldrini, 38 anos, se diz inocente e está disposto a lutar para provar que não teve participação no crime, segundo um advogado que assumiu provisoriamente o caso. Ele contou que o pai do garoto está “visivelmente abalado”, mas está “encorajado a se defender”.

Ele “não quer nenhuma vinculação” com a mulher presa e a amiga”, mas não entrou em detalhes na conversa sobre as suspeitas levantadas pela polícia contra elas.

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