Os dois homens e dois adolescentes detidos na noite de quarta-feira (16), durante novo protesto contra a Copa do Mundo, foram transferidos hoje para o CDP (Centro de Detenção Provisória) Chácara Belém e para a Fundação Casa, respectivamente.
A Polícia Civil informou que eles depredaram duas das três agências bancárias destruídas durante a manifestação. Ao todo, 54 pessoas foram detidas durante o ato que terminou dentro da estação Butantã do metrô após confrontos e interdições de vias. Os outros 50 foram liberados.
Permanecem apreendidos dois adolescentes de 15 e 16 anos suspeitos de associação criminosa e dano qualificado, além de Geraldo Pedro de Holanda Júnior, 23, e Thiago Baptista dos Santos, 22, suspeitos dos mesmos crimes e de corrupção de menores.
Nos dois casos, não há fiança. Segundo a polícia, Holanda Júnior já havia sido detido em outra manifestação. A Polícia Militar apreendeu estilingues, máscaras, capacetes, balaclavas, bolas de gude e uma garrafa com tinta vermelha, que seria utilizada pelos manifestantes para simular ferimentos.
Segundo o delegado Carlos Castiglioni, da 3ª DIG (Delegacia de Investigações sobre Estelionato) do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), os policiais militares foram orientados a "individualizar a conduta". Ou seja, ao ver atos criminosos, irem atrás das pessoas e prendê-las, sem fazer abordagens dispersas.
Há uma investigação extensa na Polícia Civil, com dez volumes sobre os possíveis líderes e adeptos da tática "black bloc", que prega a depredação do patrimônio. A reportagem não conseguiu localizar os defensores dos detidos.