O clima de insegurança motivado pelo aquartelamento, na madrugada deste sábado (19), de policiais militares da Bahia motivou o cancelamento de shows e de jogos oficiais de futebol em Salvador. Mesmo com a retomada gradual das atividades pela PM no final da manhã, diversos eventos previstos vêm sendo cancelados.
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Edilson Lima/Agência A Tarde/Estadão Conteúdo |
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Centro Histórico de Salvador é patrulhado por militares do Exército até volta de Policias Militares ao trabalho |
Não houve, por exemplo, um show da banda de rock local Cascadura, programado para sábado no Parque da Cidade. Os organizadores justificaram a medida “diante do clima de instabilidade gerado pela possível retomada da greve da PM”.
A tradicional “Jam no MAM” (Museu de Arte Moderna da Bahia), que é realizada ao final das tardes de sábado com shows de jazz, também não foi realizada. O MAM fechou ao público.
As cinco partidas da segunda divisão do Campeonato Baiano que aconteceriam entre sábado e quarta-feira também foram canceladas pela federação local. Outro evento suspenso foi o Luau do Forte, neste sábado, na Praia do Forte (55 km de Salvador).
A Arquidiocese de Salvador confirmou a programação religiosa da Páscoa.
Um jogo do Vitória em Salvador pela Copa do Brasil também não aconteceu por causa da greve.
A ameaça de nova greve voltou após a prisão do soldado Marco Prisco, vereador em Salvador pelo PSDB e líder da paralisação da corporação. Em protesto, PMs passaram a madrugada de do sábado sem ir às ruas.
Mortes
Maior cidade do interior da Bahia, com cerca de 600 mil habitantes, Feira de Santana (a cerca de 100 km de Salvador) teve uma noite violenta na madrugada de sexta para sábado. A Polícia Civil, que não entrou em greve, registrou cinco homicídios. A média de homicídios na cidade é de um por dia.
Nos dois dias de greve, a cidade registrou 40 homicídios - patamar semelhante ao da capital baiana, que tem 2,6 milhões de habitantes, e 20 vezes superior à média diária da cidade.
