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Ucrânia declara ?tregua da Páscoa?


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O governo da Ucrânia anunciou ontem uma “trégua de Páscoa” e prometeu suspender os ataques contra separatistas pró-Rússia que ocupam prédios públicos no leste do país desde a semana passada.

 

“A operação antiterrorista está suspensa durante a Páscoa, e não usaremos a força contra eles neste momento”, disse o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andriy Deshchytsia, segundo a BBC.

 

Na sexta-feira (18), o ministro havia alertado os militantes de que “ações mais concretas” seriam tomadas se continuassem a ocupar os edifícios. 

 

A desocupação foi uma das condições do acordo para a paz no leste da Ucrânia negociado por Estados Unidos, União Europeia, Rússia e Ucrânia anteontem, para tentar desarmar a mais grave crise entre os russos e o Ocidente desde o fim da Guerra Fria.

 

Líderes do grupo separatista pró-Rússia declararam neste sábado (19) não se sentir representados pelo acordo. 

 

No mesmo dia, o governo norte-americano afirmou que a Rússia deveria obrigar os militantes a saírem dos prédios ou o país poderia sofrer mais sanções, além das já impostas após a crise na península da Crimeia. Moscou nega que tenha algum controle sobre os ativistas ucranianos. 

 

Neste domingo, o líder dos separatistas do leste ucraniano voltou a pedir um referendo para votar uma possível anexação pela Rússia. Pesquisa publicada recentemente, no entanto, mostra que apenas um terço da população optaria pelo controle de Moscou.

 

Cooperação

 

Depois de semanas de acusações dos dois lados, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou hoje que não há razão para que as relações entre a Rússia e o Ocidente não melhorem - mas, para ele, cabe ao outro lado dar os passos significativos.

 

“Não há nada que impediria uma normalização e a cooperação normal [com o Ocidente]”, disse Putin em entrevista à TV estatal. “Isso não depende de nós. Ou melhor, não só de nós. Isso depende de nossos parceiros.”

 

O presidente também saudou a escolha do ex-primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg, com quem disse ter “relações muito boas”, como novo chefe da Otan (aliança militar ocidental).

 

Precaução

 

O governo russo admitiu ontem ter aumentado o número de militares na fronteira com a Ucrânia e disse ter tomado a medida como resposta à instabilidade no país vizinho.A medida, porém, foi interpretada como uma preparação de invasão à Ucrânia pelo governo interino do país e seus aliados. Eles também acusam Moscou de enviar soldados para o leste ucraniano, o que os russos negam. “Me perdoe, mas a Ucrânia passou recentemente por um golpe militar. Naturalmente qualquer país tomaria medidas preventivas para garantir sua segurança”, disse Dmitri Peskov.

 

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