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Fim de semana sem médico em UPA

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Aceituno Jr

Sem médico, Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Ipiranga recebeu poucos pacientes ontem 

Os usuários da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Vila Ipiranga tiveram de recorrer a outras UPAs ou ao Pronto-Socorro Central para receber atendimento médico entre a tarde de sábado (19) e a madrugada de domingo. A unidade passou mais de 36h sem médicos, situação que só será normalizada às 7h, de acordo com o Departamento de Urgência e Emergência (DUE) da Secretaria Municipal de Saúde. 

 

O responsável pelo setor, médico Luiz Antônio Bertozo Sabbag, explica que o principal problema é adequar a escala em um feriado prolongado. “Para não prejudicar o atendimento nas outras UPAs e no Pronto-Socorro Central, decidimos anteriormente deixar a UPA de menor movimento sem médico neste ‘buraco’ da escala, até para não comprometer as demais unidades”, ressalta Sabbag.

 

De acordo com ele, a UPA do Ipiranga atende em média 120 pessoas aos domingos, número que pode ser diluído no restante da rede de urgência e emergência do município. “Dá para distribuir isso nas outras UPAs e no Pronto-Socorro Central sem gerar uma sobrecarga. No Mary Dota, em um domingo, temos em média 170 atendimentos, no Geisel cerca de 160, já o Bela Vista é a que tem mais demanda, passa de 200, e mesmo em dia de semana, ou empata ou passa o Central”, detalha o diretor.

 

Normal

 

Sabbag explica que ontem a escala de todas as unidades já estará normalizada. “Na segunda-feira, mesmo sendo feriado, estamos com a escala em ordem, e às 7h a UPA do Ipiranga estará com médico. Além disso, aquela unidade não ficou fechada, havia outros atendimentos que não dependiam de médico”, lembra.

 

Sobre a lacuna ocorrida entre a tarde de sábado e ontem, ele comenta que nessas datas é complicado compor a escala de plantonistas. “Foi um domingo de Páscoa, isso gera uma situação atípica, muitos querem passar o feriado com a família, reduz nossa escala de plantão”, confirma.

 

Pacientes relatam demora no PSC

 

Se no UPA do Ipiranga não havia médico, no Pronto-Socorro Central alguns pacientes reclamaram de demora para atendimento no setor de ortopedia na noite de anteontem. A operadora de caixa Michele Marques da Costa, 27 anos, entrou em contato com o JC explicando que passou mais de três horas esperando. “Tinha umas dez pessoas precisando de atendimento de ortopedia, e não tinha para onde recorrer, pois já todo mundo foi ao PS Central. Até um estrangeiro foi atendido na frente da gente, e só depois que todo mundo pressionou, o médico começou a atender”, relata Michele.

 

Quem também afirmou ter esperado várias horas é Márcia Regina Gonçalves Lopes, 40 anos, residente no Núcleo Mary Dota. “Na UPA do Mary Dota não tinha ortopedista, então fui para o Central. Meu filho de 16 anos quebrou o pé andando de skate na sexta-feira, e mandaram a gente voltar no sábado. Voltamos e ficamos 6 horas lá. Uma moça que veio de Arealva ficou desde as 11h até meia-noite também”, disse.

 

O diretor do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria de Saúde de Bauru, Luiz Antônio Sabbag, salienta que não houve falta de médicos no final de semana no PSC. “Se tivesse faltado alguém, eu seria o primeiro a saber. Quanto à demora para atendimento, posso garantir que ninguém fica 12 horas esperando em uma unidade de urgência e emergência em Bauru. A pessoa pode ficar esse tempo porque fez exames, foi medicada, mas o primeiro atendimento já foi feito. E isso é assim aqui e em qualquer lugar, inclusive na rede privada. O que temos é uma espera de duas horas, às vezes um pouco mais, mas não tanto tempo”, garante.

 

Cubanos

 

Bauru conta atualmente com 12 médicos cubanos que fazem parte do programa ‘Mais Médicos’. Eles vão suprir a saída de profissionais que deixaram a rede básica. Entretanto, os cubanos não poderão, de maneira direta, aliviar o déficit no setor de urgência e emergência. Eles só podem atender na rede básica e não podem ser deslocados à urgência emergência.

 

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