Internacional

Regime convoca eleição presidencial para 3 de junho na Síria

Por Diogo Bercito | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

A Síria irá realizar eleições presidenciais em 3 de junho, anunciou nesta segunda-feira (21) o regime em uma transmissão da televisão estatal. O anúncio foi feito pelo líder parlamentar Muhammad al-Laham. Sírios fora do país, incluindo refugiados, devem votar em uma data anterior.

Candidatos podem se registrar para concorrer à Presidência de amanhã até 1º de maio. Ainda que não tenha anunciado sua candidatura oficialmente, é esperado que o ditador Bashar al-Assad vença as eleições e garanta assim um terceiro mandato, a despeito da insurgência contra seu regime.

A crise síria, iniciada em março de 2011, já deixou mais de 150 mil mortos, além de 9 milhões de deslocados. Em Damasco, os aliados de Assad apostam em seu nome como uma garantia de estabilidade diante do caos instalado no país.

O anúncio de Laham, transmitido pela televisão estatal, ocorreu pouco após morteiros terem atingido a região do Parlamento sírio. O disparo foi anunciado por rebeldes como um aviso de que o regime não está seguro. Cinco pessoas foram mortas.

Apesar de Assad manter Damasco com mão firme, impondo rigorosos controles militares e cercando a oposição em regiões periféricas, a cidade ainda vive dias de tensão marcados pelas explosões dos morteiros da insurgência e pelo rugido constante da artilharia do regime.

As eleições eram esperadas para esta época, já que a lei síria estabelece a realização do pleito antes do fim do atual mandato de sete anos de Assad, em 17 de julho.

Em um gesto visto como uma concessão às manifestações e à insurgência, o Parlamento aprovou neste mês uma lei eleitoral que facilita a entrada de outros candidatos na disputa, em um país governado pelo mesmo partido e pela mesma família há décadas.

É necessário que os concorrentes de Assad tenham vivido na Síria durante os últimos dez anos e, além disso, não ter outra cidadania a não ser a síria. Dessa maneira, ficam impedidos de candidatar-se os líderes da oposição atualmente em exílio, pelo que grupos opositores têm denunciado o pleito.

 

Comentários

Comentários