Um apaixonado. Pela família, amigos, trabalho, música e poesia. João Guilherme Ortolan, 72 anos, morreu no Hospital das Clínicas, em São Paulo, por volta do meio-dia de ontem. Desde o início deste ano, ele lutava contra um câncer, localizado entre o esôfago e o estômago. Ele morava em Bauru, mas foi para a Capital com o objetivo de dar início ao tratamento da doença.
Ortolan nasceu em São Manuel (71 quilômetros de Bauru), onde começou a pegar gosto pelo piano e pela poesia. Na adolescência, namorou a professora e consultora de etiqueta Glorinha Braga Ortolan, com quem era casado atualmente. Ele já havia passado por um matrimônio, em que teve cinco filhos.
Outra paixão do “artista” era o trabalho. Ele sempre esteve envolvido com revenda de carros, mesmo depois de aposentado. De acordo com Marcia Ribeiro, amiga de Ortolan, ele era bastante divertido e garantia a alegria dos mais íntimos por meio da música e da poesia. “Meu marido é músico e era muito amigo do Guilherme. Quando eles se reuniam, tocavam MPB, Bossa Nova e Jazz”, conta.
Força
Para Maria Cristina Meira Braga Mai Boro, cunhada de Ortolan, ele encarou o tratamento contra o câncer com muita força. “Para você ter uma ideia, os médicos falaram que o estado clínico do paciente era melhor do que os demais que sofriam da mesma condição”, explica.
Emocionada, Maria diz que Ortolan conquistou toda a família. “Ele fazia poesia, tocava piano muito bem, era um verdadeiro artista. Ele teve uma vida linda, era muito feliz com a Glorinha. Eles formavam um casal muito apaixonado. Por isso, ele vai fazer muita falta na nossa vida”, desabafa.
Ortolan foi velado durante a noite de ontem no Cemitério Parque Jaraguá, em São Paulo, e será enterrado no mesmo endereço por volta das 9h de hoje. Segundo a cunhada, ele queria ser enterrado em São Paulo ao lado de um dos cinco filhos, que já havia falecido. Com Glorinha, ele não teve filhos.