Éder Azevedo |
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José Carlos Tosi (da esquerda para direita), Helison Altafim, Hecmet Farha Jr., Hecmet Farha, Marcia Altafim e Braz Melero no almoço entre associados que fez parte da comemoração |
OLions Clube de Bauru Centro completa 58 anos na próxima terça-feira, mas já faz suas comemorações. São quase seis décadas de trabalhos sociais prestados à comunidade bauruense e região. Entre os grandes feitos, está a luta pela Faculdade de Engenharia – hoje Unesp -, inaugurada em 1967 como Fundação Educacional de Bauru (FEB) (leia mais abaixo).
“Obrigação cumprida”. Essa é a definição de Hecmet Farha para o trabalho social prestado à cidade através do Lions Clube. Não é para menos. Hoje, com 89 anos, Farha é o único dos 23 fundadores do clube em Bauru que ainda está vivo. “Quero viver mais. Para ver mais coisa boa”, disse.
Comemoração
A comemoração dos 58 anos do Lions Centro foi ontem, no Buffet Márcia Marô, e contou com a presença da governadora do distrito LC-8 (que abrange Bauru e região), a dentista Márcia Sueli Carvalhal Altafim. Ela também ressaltou a importância da instituição em Bauru.
“O Lions Bauru Centro é um dos mais antigos entre os 56 clubes do nosso distrito. Através dele, aconteceu a expansão dos associados e, consequentemente, o trabalho de valorização de cidadania e de questões filantrópicas”, aponta.
Ela ainda ressaltou a importância das atividades sociais realizadas pelo Lions Clube Bauru. “Eu faço visitas em todos os centros da região e me senti satisfeita ao visitar o Lions de Bauru e ver as atividades realizadas em prol à comunidade. Se não existisse entidades assim, o Brasil, certamente, estaria um caos”, observa.
Entre os trabalhos sociais realizados pelo Lions, o foco ainda é atender os idosos, crianças e pessoas com deficiência, seja física ou mental. Para isso, o clube promove, frequentemente, atividades e eventos.
“No mês que vem, vamos fazer o jantar da fraternidade. Pretendemos levar mais conforto ao Lar dos Desabrigados com aquilo que for arrecadado”, explica o presidente do Lions Clube Centro, José Carlos Tosi.
Próximo passo
Um dos desafios “abraçados” pelos seis clubes do Lions instalados em Bauru é o projeto para construção de um prédio para o Lar Escola Santa Luzia para Cegos. Em parceria com a Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag), o recurso financeiro para a obra deve vir da venda de um terreno doado pela Fundação Lions de Bauru.
A governadora do distrito LC-8, Márcia Altafim, destaca que o desafio está perto de ser sobrepujado. “A Fundação de Lions Clube (LCIF) recebe doações que são destinadas para os diversos projetos que o clube visa cumprir. Ela deve subsidiar US$ 75 mil da obra para aquisição de equipamentos destinados à atividades do Lar Santa Luzia”, conclui.
Fundador lembra luta pela faculdade
Uma das peças fundamentais para trazer a FEB, na década de 1960, Hecmet Farha conta sobre a dificuldade de garantir a empreitada. “Nada é fácil e, se fosse, não teria graça. Lembro que os estudantes ajudaram bastante. Outro fator primordial para a conquista foi a amizade e força de vontade dos companheiros do Lions. Sou muito grato a tudo. O mundo é bom, os homens que estragam”.
A faculdade foi inaugurada em 1967, quando Nuno de Assis estava à frente do Poder Legislativo em Bauru. Assis acolheu a determinação do Lions de Bauru de organizar uma comissão pró-faculdade. Com o relatório finalizado, a Comissão Estadual de Avaliação, nomeada pelo governador Laudo Natel, aprovou a propositura.
Superação
Márcia Altafim conta história de superação que presenciou no Lar Escola Santa Luzia para Cegos.
“Tinha uma senhora cega de 88 anos. Ela dava aula de artesanato. Não esqueço quando ela me disse ser a pessoa mais feliz, principalmente quando esperava o circular, com a lancheira na mão, para chegar até o hospital. Nunca vou esquecer disso”, relata a governadora do distrito.