Tribuna do Leitor

Beijinho no cérebro!


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A manchete do Jornal da Cidade estampa que professor chamou Valesca Popozuda de pensadora contemporânea! Há mentira nisso? Há ironia? Emergiu-se polêmica? À prova todo o mundo reprova? Valesca vale o que pensa? Creio que todas as alternativas estejam corretas! O professor quis trazer à tona o que o ser humano pensa, de que o ser humano gosta, questionar que o indivíduo não é ser, é seres! Sim, o ser que quer ser passou a estar, ele está Michel Teló, ele está Luan Santana, ele está Lepo Lepo, ele, na verdade, não está, não é, ele dispensa o que a todo momento pensa, na verdade, acredito que esse ser pensa o que compensa e não o que recompensa!

Entretanto e entre tantos, o que, realmente, a mente real deve apreciar? Quem nunca gostou de Boate Azul, de Wando, de Sertanejos, de pagodes, de músicas que não são canções? O que acrescentam as novelas, os jogos de futebol, os programas de auditório? Penso que nos metamorfoseamos em atores, cantores, jogadores, somos o EU mais EGO possível, somos nós que beijamos, ganhamos o Big Brother, fazemos o gol, quebramos o preconceito, amarramos o delinquente no poste, participamos das futilidades que nos trazem utilidades contra a depressão dos nossos dias!

Essas metamorfoses efêmeras seriam úteis, bem-vindas, no entanto, são vendas que nos vendem para que não desvendemos a verdade, não votamos corretamente, se é que isso seja possível nesta Pindorama Macunaímica, porque votamos no candidato que é amigo do amigo de alguém que se diz amigo, na maioria das vezes, da onça!

O voto deveria ser devoto, algo caro a nós, único e múltiplo! Agora, se ingeríssemos qualquer comida jogada aos animais, o que seríamos?

Sempre nos dariam a carne de segunda, o osso duro de roer, a ração que elimina a raça, não seríamos pensadores, pensar nem sempre é recompensar, há uma vontade imensa e constante de dispensar para a alegria de todos que querem dominar os seres e os teres! Nunca vi alguém que tenha lido um livro ser presa, somente vi e de mente, às vezes só, ser um libertador, leio mais nos últimos sete anos, isso me fez acordar, mas meus acordes são, na maioria discordes, é o nojo das taxas de quem se acha, é o imposto a postos, é o serviço "que que isso?", é o mundo imundo!

Foram-se Chico Anyzio. Millôr Fernandes, Mandela, José Wilker, Gabriel García Marquez, o que será de nós? Esses senhores foram meus mentores e tudo me faltará? A diferença é essa, esses homens me deram beijinho no cérebro, não me desejaram vida longa, deram-me uma longa vida de ideias, de tentar mudar, separar o joio do trigo, por isso, Valesca Popozuda, seus dias estão contados e por nós, os chatos, descontados, mesmo porque, releia sua letra: "Desejo a todas inimigas vida longa

Pra que elas vejam cada dia mais nossa vitória

Bateu de frente é só tiro, porrada e bomba. Aqui, dois papos não se cria e nem faz história..."

Cara Valesca, que respondeu ao professor que irá ler Machado de Assis e virar pensadora de elite, faça isso, porque nossa marca a vitória de quem? Sua e de suas inimigas, de suas Popofãs? E, cara mulher de glúteos infinitos e sufixo "Zuda", se são dois papos, os verbos são pluralizados, então, não se criam e nem fazem história, ainda bem, quer dizer que é algo passageiro? Obrigado! Valesca, leia Machado, escute ?O Apanhador Só? e veja ?O segredo de seus olhos?. Quanto a mim? Não mereço mais que Cem Anos de Solidão! Beijinho no cérebro, Valesca!

Prof. Sinuhe Daniel Preto, louco por beijinhos no cérebro!

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