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PF: ex- ministro é citado em Operação Lava Jato

Redação com Agência ABr
| Tempo de leitura: 2 min

Documentos da Polícia Federal (PF) apreendidos na Operação Lava Jato levantam indícios de envolvimento do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com o doleiro Alberto Youssef, preso acusado de chefiar um suposto esquema de lavagem de dinheiro que, segundo a PF, movimentou cerca de R$ 10 bilhões.

 

Reprodução/Internet

Segundo as investigações da PF, o esquema movimentou R$10 bilhões

O ex- ministro da Saúde nega qualquer envolvimento no esquema e afirma não ter feito nenhuma indicação. Durante a investigação foram analisadas 270 mensagens trocadas entre 19 de setembro de 2013 a 12 de março deste ano entre Youssef  e o deputado André Vargas (PT-PR).


Em uma das trocas de mensagens, em 28 de novembro do ano passado, a PF encontrou a citação ao nome de Padilha que, para os policiais, possivelmente seria menção ao ex-ministro da saúde Alexandre Padilha.


Policiais concluíram no relatório que existem indícios de que os envolvidos precisavam de alguém que não levantasse suspeitas, principalmente, das autoridades fiscalizadoras.

Justiça mandar soltar dois investigados


O juiz Sergio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, concedeu liberdade a dois investigados na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Em troca da liberdade, Moro impôs restrições aos acusados para evitar que as práticas dos crimes continuem.


A decisão foi tomada após o juiz aceitar nesta quinta-feira (24) mais duas denúncias do Ministério Público contra sete acusados. De acordo com o juiz, Raul Henrique Srour e Carlos Alexandre de Souza, acusados de operações ilegais no mercado negro de câmbio, podem responder às acusações em liberdade, mas não poderão mudar de endereço sem autorização da Justiça, deixar a cidade de origem por mais de 20 dias, e devem entregar os passaportes. O juiz também fixou fiança de R$ 7,2 milhões para Srour.


Os dois acusados estão proibidos de manter contato com o doleiro Alberto Youssef, acusado pelo Ministério Público de chefiar o grupo criminoso.  Ele está preso desde o mês passado. Na quarta-feira (23), a Justiça também abriu ação penal contra o doleiro.


Operação Lava Jato


Deflagrada no dia 17 de março, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, desarticulou uma organização que tinha como objetivo a lavagem de dinheiro em seis estados e no Distrito Federal. De acordo com as informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).


Segundo a polícia, o grupo investigado, “além de envolver alguns dos principais personagens do mercado clandestino de câmbio no Brasil”, é responsável pela movimentação financeira e lavagem de ativos de diversas pessoas físicas e jurídicas envolvidas em crimes como tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração e contrabando de pedras preciosas, além de desvio de recursos públicos.


A operação foi intitulada dessa forma porque o grupo usava uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar o dinheiro.

 

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