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Poucos domésticos dormem no emprego

Folhapress
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A mudança no perfil dos empregados domésticos - mais velhos e com filhos - fez o total desses trabalhadores que dormem no emprego despencar em duas décadas.

Segundo estudo da Fundação Seade, o percentual de domésticos que morava no trabalho, que era de 22,8% em 1992 - quase um de cada quatro -, caiu para 2,2% no ano passado na Grande São Paulo. O estudo foi feito a partir da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Dieese (Departamento intersindical de estatísticas e estudos socioeconômicos).

Para o coordenador da equipe de análise da pesquisa, Alexandre Loloian, o desinteresse de jovens por esse tipo de emprego fez com que a idade média do doméstico aumentasse. Hoje, a maioria dos trabalhadores está na faixa dos 40 anos.

“Os jovens têm mais alternativas por causa do crescimento da economia e do setor de serviços. Esse trabalho foi deixado de lado porque não é reconhecido socialmente nem oferece perspectiva de crescimento profissional”, afirma. Para Loloian, outro fator que influencia a queda do número de domésticos que dormem no trabalho é o tamanho de apartamentos construídos a partir dos anos 1990.

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