Internacional

Líder ucraniano encontra papa, mas interrompe visita

Por Leandro Colon | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Vincenzo/Reuters

Yatseniuk chegou a se encontrar com o papa Francisco, mas teve de voltar a Kiev por causa da crise com a Rússia

O primeiro-ministro da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, decidiu interromper neste sábado (26) uma visita a Roma, onde participaria no domingo (27) da cerimônia de canonização dos papas João Paulo 2º e João 23.

Yatseniuk chegou a se encontrar com o papa Francisco, mas sua assessoria informou que ele teve de voltar a Kiev ainda neste sábado (26) por causa da crise com a Rússia. O nome do primeiro-ministro estava na lista oficial do Vaticano das mais de 90 autoridades internacionais presentes na celebração de domingo (27).

No encontro com o papa, Yatseniuk ganhou uma caneta de presente. Francisco, segundo assessores, disse que esperava que a "paz'' fosse escrita com ela. O pontífice tem apelado nos últimos dias para uma solução à crise na região.

Na missa de canonização, ele deve reafirmar esse discurso. O livro litúrgico da missa mostra que o papa e seus auxiliares vão rogar para que Deus, sob as preces do agora "São João 23'', ajude os líderes das nações a "rejeitar a escalada de ódio e violência''. Peregrinos ucranianos estão em Roma para celebrar a canonização dos papas.

A tensão no leste do país aumentou nesta sexta-feira (25) após ativistas pró-Moscou sequestrarem observadores da OSCE (Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa) que viajavam de ônibus perto de Slaviansk. O Departamento de Defesa dos EUA acusou ainda aviões militares russos de invadirem o espaço aéreo ucraniano em regiões próximas à fronteira.

A decisão de Yatseniuk ocorre em meio ao anúncio dos líderes do G7 de aplicar mais sanções à Rússia. O documento foi assinado por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.

Em comunicado, esses países afirmam que há uma "profunda preocupação'' com a ação dos separatistas "apoiados'' pela Rússia para desestabilizar o leste ucraniano. Sem dar detalhes, o G7 diz que vai intensificar as ações contra a Rússia, a quem acusam de não cumprir o acordo celebrado no último dia 17, em Genebra.

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