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Ibitinga tem área igual ao pantanal mato-grossense

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação

Complexo formado pelo Pantaninho e Varjão do Guaçu abriga animais e peixes em extinção

O Pantanal Paulista é o último reduto no Estado que apresenta extensas áreas que são alagadas pelas cheias do rio Jacaré-Guaçu. “O Pantaninho é uma das partes. Há outro complexo muito maior, mais bonito, menos conhecido que é o Varjão do Guaçu. Eles estão muito próximos um do outro, os dois rios correm paralelos e desembocam no Tietê. Juntos eles formam o Pantanal Paulista,” explica o  engenheiro florestal Amilcar Marcel de Souza.

A área é semelhante ao Pantanal do Mato Grosso do Sul, só que em menor tamanho. Apaixonado pelo meio ambiente, Souza é o autor do livro “Pantanal Paulista - Patrimônio Socioambiental do Interior do Estado de São Paulo”, o primeiro registro do patrimônio ambiental da região de Ibitinga (90 quilômetros de Bauru). A finalidade é clara: informar educadores e demais interessados sobre o ‘tesouro’ guardado na Área de Preservação Ambiental (APA). Dentro do Estado de São Paulo, o Pantanal Paulista é o último lugar de alagados naturais. “Há uma área de recarga do aquífero Guarani, onde tem espécies muito interessantes, algumas em extinção. Exemplo disso é a anta e o jacaré do papo amarelo. É um grande berçário de peixes muitos deles em extinção como o pintado, curimbatá e tantos outros.”

O Pantaninho possui uma mata ciliar exuberante e abriga uma quantidade enorme de animais e peixes. Neste local podem ser avistados o lobo-guará, tuiús, biguás entre outros. O Pantaninho é muito apreciado pelos pescadores que encontram nele grande quantidade de espécies de peixes que podem ser pescados.

O Varjão do Guaçu possui um ambiente natural único em todo Interior Paulista. A mata ciliar exuberante abriga uma quantidade enorme de animais e peixes. Neste local pode ser avistado o lobo-guará, tuiús, biguás, garça-morena, colhereiro, gavião-caboclo, as famosas sucuris entre outros.

As áreas alagadas formam um ambiente parecido com o pantanal mato-grossense com seus ciclos das águas bem particulares, formando grandes lagos naturais. Na época das chuvas, abriga uma enorme diversidade de aves, peixes, mamíferos, insetos e répteis. Estas áreas alagadas e cheias de rios caudalosos são consideradas paraísos das águas e da biodiversidade, além de possuírem características que se assemelham ao Pantanal.

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