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Árvore de grande porte faz parte da flora em volta da mata ciliar dos rios que cortam a área |
A vegetação que predominava antes da intensa exploração na APA Ibitinga era a Floresta Mesófila Semidecídua. Ela ficava nos vales dos rios da área de preservação com a influência dos solos mais férteis, seguida por manchas de cerrado que se situavam nas cabeceiras dos rios onde estão localizados os solos menos férteis. Atualmente, os poucos fragmentos florestais que restaram ocupam 3.000 ha e representam 4% dos 64.900 ha (total da área da APA). Localizam-se nas áreas de depressão do Vale da Bacia em áreas de relevo acidentado, são poucos agricultáveis.
A diversidade das espécies de árvores nessas florestas é alta, destacando os jequitibás, perobas, cedros, guarantãs, pau marfim entre outras. A Mata Atlântica do Interior apresenta ampla ocorrência no Brasil, percorrendo desde o Planalto Ocidental Paulista até o Norte do Paraná.
São florestas caracteristicamente sazonais, definidas pelas estações do ano onde em um período do ano ocorre a perda de folhas que vai de abril a setembro, com eventual ocorrência de geadas. As variações fazem com que as copas das floresta apresentem feições variadas, ora contínuo em grandes extensões, ora descontínuo em alguns trechos, com limite superior apresentando alturas que variam de 15 até 30 metros.
A estrutura do sub-bosque apresenta variações de tipos de cores e tamanhos, formando assim nestas florestas Mesófilas Semidecíduas um verdadeiro mosaico de manchas compostas por diferentes espécies arbustivas e arbóreas.
Os cerrados ocupam cerca de 25% do território nacional. Caracterizam-se por uma vegetação de baixo porte, esparsa, com árvores tortuosas. É um ecossistema muito importante pela biodiversidade e por conferir estabilidade a solos desgastados pela ação natural, ácidos e com elevados teores de alumínio.
Depois da Amazônia, o cerrado destaca-se como o segundo bioma em extensão territorial pelo fato de ser constituído por uma série de formações vegetais muito ricas do ponto de vista botânico, sendo cada uma delas responsável pela origem e manutenção da diversidade da região. O cerrado da APA Ibitinga está muito reduzido em pequenas manchas, mas ainda abriga muitos animais.
A mata ciliar é aquela que ocorre ao longo das margens dos rios e são muito importantes para a proteção das águas e como abrigo da biodiversidade. Ajuda a estabilizar as margens dos rios. Filtram os agroquímicos que são utilizados na agricultura e ajudam na infiltração das águas das chuvas, abastecendo as nascentes. Equilibram o clima deixando-o mais fresco e úmido e fornecem alimento para a fauna. A floresta alagada tem inundação quase permanente. Em função disso apresentam uma vegetação própria que são distintas das outras florestas em áreas com encharcamento temporária do solo. São muito belas e têm distribuição naturalmente fragmentada, ocorrem em grande parte nas nascentes de água.
