Fotos/Quioshi Goto |
|
|
Renato Rodrigues (à esq.), 21, Fernando Vieira, 29, e Adriana dos Santos Lopes, 37, estão presos |
A briga por conta de um isqueiro teria sido o início de um caso que culminou em um crime bárbaro este ano em Bauru. O caso foi solucionado na última sexta-feira pela Polícia Civil, após um dos acusados confessar participação na morte do padeiro Albino Soares Ribeiro, 51 anos, encontrado com uma facada no coração e asfixiado com um saco de lixo na cabeça, em um pasto no prolongamento da rua Pedro de Castro Pereira, no Pousada da Esperança II.
São apontados como autores do crime, Fernando Gomes Vieira, 29 anos; sua amásia Adriana Francisco dos Santos Lopes, 37; e Renato Alves Rodrigues – vulgo Renatinho -, 21 anos, que já estava detido desde 7 de abril no Centro de Progressão Provisória (CDP), por um roubo que cometeu próximo ao terminal rodoviário.
As investigações apontam que, dois dias antes do crime, Renato e a vítima se desentenderam em um bar por conta de um isqueiro (leia mais abaixo). O acusado contou ainda com o auxílio do casal, que teria arquitetado o assassinado.
No bar
O trabalho investigativo tomou rumo após o depoimento da mulher da vítima. Ela relatou ao delegado Cledson Luiz Nascimento, responsável pelo setor de investigações gerais da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru, que o marido costumava frequentar bares do bairro, porém, comprava bebida para consumir em casa.
“A mulher ouviu quando ele saiu de casa, por volta das 23h, supostamente para ir a algum bar. Então percorremos estabelecimentos das imediações e, durante as entrevistas, uma testemunha reconheceu Adriana por meio de foto e disse que teria visto ela voltando do lugar onde Albino foi encontrado morto, no dia do crime, por volta da 1h, com mais dois homens, um deles em uma bicicleta”, explicou o delegado.
Com esta informação, a polícia chegou a um imóvel destruído localizado próximo ao bar, onde Adriana residia com Fernando Vieira na época do assassinato. Lá, acharam documentos dela e do amásio, que já é conhecido no meio policial e tem passagens por roubo e furto.
Negam
Embora as provas e testemunhos apontem o casal Fernando a Adriana como autores do assassinato de Albino Ribeiro, ambos negam a acusação. Ele foi preso no dia 6 de março no Pousada da Esperança II e mulher um dia depois, no Jardim Ivone, em um local frequentado por usuários de droga.
O delegado Cledson pediu a prisão temporária de ambos. “Com o depoimento dos dois, chegamos até o Renato, terceira pessoa envolvida no crime. Descobrimos que já estava preso no CDP de Bauru por um roubo que cometeu este mês. Entramos com um pedido para interrogá-lo e consideramos a investigação concluída.
Latrocínio
Segundo o delegado, Renato Rodrigues confessou o crime de homicídio com base na briga no bar. No entanto, após apurar os fatos, a polícia resolveu indiciar os três por latrocínio (roubo seguido de morte). No entendimento das investigações, Renato aproveitou seu desafeto com a vítima e conversou com o casal, que já pensava em roubar Albino.
“Renato vai responder por latrocínio também. Ele permanecerá no CDP. Já Fernando foi recolhido na Cadeia Pública de Avaí, enquanto Adriana, na Penitenciária Feminina de Pirajuí”, finalizou.
Briga banal e roubo levaram ao crime
Uma briga por conta de um isqueiro junto à intenção de roubo do casal motivaram o crime, segundo relatou Renato ao delegado. “Ele contou que dois dias antes do crime, encontrou com Albino no bar e pediu um isqueiro. Ele negou e fez alguma brincadeira. Renato contou que, após ter revidado à ofensa, levou um tapa na cara”, explicou.
Ainda segundo o delegado, no dia do crime, Renato conversava com o casal no bar e disse que queria matar Albino.
Como Adriana e Fernando pensavam em roubá-lo, o trio resolveu se unir. “Renato contou que o casal arquitetou tudo. A mulher teria oferecido um programa sexual a Albino e o levou até o pasto. Renato e Fernando seguiram os dois e mataram Albino”, explicou.
