Regional

Câmara quer punição a banco

Lilian Grasiela e Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação

Antônio Carlos de Almeida quer apuração do Ministério Público

A restrição no horário de saques e depósitos adotada por uma agência do Banco do Brasil de Iacanga recentemente (leia mais abaixo) levou o presidente da Câmara, Antônio Carlos de Almeida (PT), o Totonho Garcia, a recorrer ao Ministério Público. Ele diz que moradores e turistas estão sendo prejudicados com a medida e pede que o banco seja punido. A instituição afirma que está seguindo resolução do Banco Central.

Na representação protocolada semana passada na Promotoria de Justiça de Ibitinga, Almeida critica o que chama de “conduta omissa” do banco, que não estaria disponibilizando cédulas para seus clientes, a partir das 17h e nos finais de semana e feriados, nos caixas eletrônicas da agência localizada na rua Nove de Julho.

“O fato acima relatado está causando inúmeros transtornos aos clientes do representado, principalmente aqueles de outras localidades que por aqui passam e desconhecem o procedimento acima, bem como ao comércio local de modo geral, pois há escassez de moeda corrente na praça”, declara no documento.

O presidente da Câmara defende que a retenção de saque é ilegal. Na representação, a Câmara requer que o BB seja punido administrativamente e judicialmente e obrigado a ampliar os horários de saques na agência de Iacanga. O promotor Sílvio Brandini Barbagalo informou que solicitou informações ao banco para que possa analisar se a denúncia é ou não procedente.


BB alega autonomia para suspender atendimento

A assessoria de imprensa da Superintendência São Paulo Oeste do Banco do Brasil (BB)  declarou que, de acordo com Resolução 2932 do Banco Central, é facultado às instituições financeiras o estabelecimento, a seu critério e de forma independente, do horário de funcionamento das sedes e demais dependências. “Conforme a resolução, art. 6º, tais instituições financeiras podem decidir sobre suspensão do atendimento ao público em suas dependências, quando assim justificarem estados de calamidade pública, grave perturbação da ordem interna ou casos que possam acarretar riscos à segurança dos funcionários, dos clientes e dos usuários de serviços, considerados relevantes pelas próprias instituições”, pontua.

O BB explica que, em decorrência do aumento dos ataques com explosivos aos caixas eletrônicos, tem adotado, pontualmente, a alteração no horário de funcionamento nos municípios com maior risco de ocorrências. O BB alega atender à determinação do Bacen de expediente ao público de 5 horas diárias ininterruptas, de 12h às 15h, horário de Brasília.

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