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Bovino com suspeita de vaca louca seria abatido pela JBS

Folhapress
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O animal identificado em Mato Grosso como um suposto caso atípico do mal da vaca louca seria abatido em uma unidade do frigorífico JBS, informou nesta terça-feira (29) a empresa por meio de comunicado.

"O evento, identificado em uma unidade da JBS em Mato Grosso, que conta com a presença diária de fiscais federais, comprova a eficiência do processo de controle instalado em todas as unidades da companhia", disse JBS em nota.

O bovino foi abatido no dia 19 de março após um fiscal federal agropecuário, responsável pela fiscalização na unidade da JBS de São José do Quatro Marcos (MT), ter observado que o animal estava caído, em "decúbito forçado", segundo o Ministério da Agricultura.

Após essa avaliação, o animal não foi considerado apto para o abate de rotina, sendo abatido de forma emergencial e submetido à coleta de amostras para realização de testes que possam confirmar o caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), doença conhecida como o mal da vaca louca.

Os exames realizados em um laboratório nacional levantaram a suspeita de mal da vaca louca. Para confirmá-la, amostras do animal estão sendo avaliadas pelo laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Weybridge, na Inglaterra. O resultado deve sair ainda nesta semana.

"É importante ressaltar a celeridade desse caso. O intervalo entre o óbito do animal e o resultado final dos exames será de 40 dias", disse o presidente da Abiec (Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina), Antonio Camardelli.

Para que a carne bovina receba o Selo de Inspeção Federal (SIF), o frigorífico onde ela é produzida conta diariamente com um fiscal do Ministério da Agricultura, que avalia todos os animais que seguem para o abate.

A identificação do bovino com suspeita do mal da vaca louca, portanto, ocorreu dentro do procedimento normal de fiscalização, ressalta Camardelli. "Todas as providências de inspeção e defesa foram adotadas."

Segundo Camardelli, 49 bovinos que conviveram com o animal doente foram abatidos e incinerados para mitigar riscos de contaminação.

No caso atípico de vaca louca, o mais provável nesse episódio de Mato Grosso, a doença se desenvolve espontaneamente, por causa da idade avançada do animal, e não há risco epidemiológico. No caso clássico, a doença é contraída por meio da ingestão de ração à base de farinha de carne e ossos. O Brasil nunca registrou um caso clássico de vaca louca.

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