Numa aparente tentativa de mudar o foco da discussão sobre vigilância e privacidade das ações do governo para as atividades de grandes empresas, a Casa Branca divulgou um relatório fruto de uma força-tarefa criada pelo presidente Barack Obama que recomenda a criação de novas normas para regular a coleta de informações de consumidores por companhias como Google e Facebook.
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Casa Branca divulgou um relatório de uma força-tarefa criada por Obama |
Segundo o grupo responsável pelo relatório, que inclui o conselheiro presidencial John Podesta, a secretária de Comércio, Penny Pritzker, e o secretário de Energia, Ernest Moniz, é preciso que o governo avance nas proteções legais diante da disponibilidade de grandes volumes de dados (conhecido como "big data", em inglês), que podem ser utilizados para violar a privacidade ou discriminar pessoas por raça, credo ou renda.
"Embora o grande volume de dados possa ser utilizado para o bem social, também pode ser empregado para procurar danos e ter impactos desiguais", diz o texto.
O relatório sugere medidas que o Congresso poderia tomar, como estabelecer um sistema que force as empresas a revelar violações de dados como o que levou ao roubo de dados de cartões de crédito de 100 milhões de clientes da empresa Target no ano passado.
"Temos que estar mais atentos do que nunca", disse Podesta, em entrevista à uma rede americana, lembrando que algumas leis de proteção de dados eletrônicos já estão defasadas.
A Casa Branca recomendou estender as orientações de proteção aos consumidores estrangeiros, já que "a privacidade é um valor mundial".
Em 2013, a revelação de como a Agência de Segurança Nacional (NSA) utiliza o grande volume de dados pessoais disseminados pela rede para buscar suspeitos de terrorismo, gerou uma crise para Obama no início de seu segundo mandato.
No início do ano, ele ordenou a criação deste grupo para analisar formas de aumentar a segurança e a privacidade dos cidadãos americanos nas redes.
