Internacional

Ministro diz que russos querem diálogo com governo ucraniano

Folhapress
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O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, disse na noite de ontem, em Lima, que Moscou apoia um diálogo na Ucrânia para solucionar a crise, sob o amparo da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE).

“A Rússia é favorável ao estabelecimento de um diálogo na Ucrânia entre as autoridades de Kiev e das demais regiões”, destacou Lavrov em entrevista coletiva na sede da chancelaria peruana.

Lavrov destacou que “o governo russo acredita que este diálogo deve ser promovido pela Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa”.

“Esperamos que nossos sócios e colegas ocidentais permitam aos ucranianos estabelecer este diálogo sem maiores impedimentos”, disse o chefe da diplomacia russa. Mais cedo, no Chile, Lavrov anunciou que a Rússia estuda medidas para o caso de o Ocidente manter as sanções contra Moscou devido à crise na Ucrânia.

“Se as ações continuarem, neste caso, estudaremos a situação”, acrescentou Lavrov.

Merkel pede ajuda

A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu ontem ao presidente russo, Vladimir Putin, que contribua para a libertação de inspetores da OSCE detidos por insurgentes pró-russos no leste da Ucrânia, informou o Kremlin. “Merkel pediu uma contribuição para a libertação dos observadores militares detidos no sudeste da Ucrânia, cidadãos de países europeus, incluindo a Alemanha”, informou o Kremlin.

FMI

A perda da Ucrânia de seu território no leste forçaria o Fundo Monetário Internacional (FMI) a redesenhar o resgate de 17 bilhões de dólares do país e exigiria um financiamento adicional, alertou o fundo ontem.

O FMI também disse que a deterioração das relações entre a Ucrânia e a Rússia, destino de um quarto das exportações de Kiev, poderia ferir ainda mais a economia ucraniana e forçar um ajuste do resgate, aprovado pelo Conselho do FMI anteontem.

Ao delinear os riscos para o programa, o FMI também alertou para a incerteza sobre o compromisso do governo da Ucrânia com um amplo programa de reformas, muitas delas politicamente impopulares.

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