Prezado leitor,
É errado pensar que calvície é apenas um problema masculino. Sim, eles sofrem bastante com a alopecia (que é o termo médico para o problema), mas as mulheres também enfrentam esse problema, que mexe diretamente com a vaidade. Como enfrentar e se cuidar, você aprende a seguir.
As causas
São variadas, como distúrbios hormonais (ovários policísticos ou problemas na tireoide), estresse, ansiedade exagerada, depressão e uma alimentação pobre em nutrientes também podem desencadear a alopecia. Excesso de química ou tratamentos químicos feitos sem os devidos cuidados (como tinturas, progressivas mal-feitas, alisamentos descuidados, etc.) também causam alguns focos de alopecia no couro cabeludo. O ideal é que você faça procedimentos químicos sempre em cabeleireiros de confiança, que usem produtos aprovados pelo Ministério da Saúde.
A mulher pode ficar careca?
É bem pouco provável que isso aconteça, a não ser que você não procure ajuda médica em nenhum momento. O que acontece é que os cabelos se tornam bem mais finos e rarefeitos. Isso geralmente se inicia após a puberdade, quando os hormônios sexuais começam a ser produzidos. A evolução é lenta, por isso, se você procurar logo ajuda médica, soluciona o caso sem maiores transtornos.
O primeiro passo
É consultar logo um médico dermatologista para identificar a causa da sua queda de cabelo. Alguns exames serão pedidos pra avaliar a saúde e, então, começar o tratamento.
Sim, há tratamento!
Para cada tipo de alopecia, existe um procedimento que vai ajudar a reverter o quadro. Por exemplo, se for um problema relacionado à tireoide, o dermatologista atuará junto com um endocrinologista. Se for relacionado a traumas psicológicos, um psiquiatra ou um psicólogo vai auxiliá-la.
Quando a causa não se mostra tão óbvia, pode ser usado um scanner de couro cabeludo, que aumenta em até oito mil vezes o fio do cabelo e couro. O aparelho também faz a microscopia eletrônica do bulbo capilar, onde são fabricados os fios - nesses exames, qualquer disfunção pode ser detectada e, assim, é iniciado o tratamento.
Alguns tratamentos envolvem medicamentos fitoterápicos, tanto por via oral quanto para uso tópico. Além disso, pode ser feita a eletroestimulação do couro cabeludo com microcorrentes, que ajudam novos fios a nascerem ou se tornarem mais fortes.
Em alguns casos, é necessário também tomar suplementos vitamínicos (receitados pelo médico ou nutricionista, obviamente).
Dica importante: em nenhum caso, você deve se medicar por conta própria ou, pior ainda, usar remédios receitados para os homens (como a finasterida, que pode provocar problemas para mulheres que desejam engravidar).
Atenção à alimentação
Como foi dito acima, uma dieta pobre faz com que o cabelo caia bastante. Por isso, é fundamental que você inclua em seu cardápio alimentos que sejam ricos em proteínas (de preferência, carnes magras pra não elevar a taxa de colesterol), vitaminas do complexo B (laticínios, carnes vermelhas, peixes, aspargos, brócolis, frango e espinafre), ferro (feijão e cereais, como aveia, linhaça e quinoa), cálcio (leite e derivados) e magnésio (beterraba, quiabo e espinafre).
Atenção! Se a alopecia for determinada por uma alimentação pobre, o ideal é se consultar com uma nutricionista para ajudar você a elaborar a melhor dieta. Combinar tratamento dermatológico e de nutrição é o melhor caminho nesse caso.
Cuide-se bem!
Alimentação saudável, menos estresse, realização de procedimentos químicos seguros ajudam você a se prevenir, além disso, é válido:
Maneirar no uso de chapinha e secador. A chapinha deixa os fios enfraquecidos. O secador, pra não fazer mal, deve ser usado a cerca de 15cm dos fios e com o jato de vento mais frio.
Lavar os fios com água fria ou morna, jamais água quente. Assim, você evita a dermatite seborreica, que também faz os cabelos caírem.
Não passar cremes nem máscaras hidratantes na raiz dos fios. Isso aumenta a oleosidade e pode também causar dermatite seborreica.
E, claro, procurar um médico assim que perceber que os fios estão caindo mais do que o normal. Quanto antes se iniciar o tratamento, mais rápida e certeira a recuperação.
Grande abraço e até o próximo domingo,
Daniela Hueb
Médica, CRM-SP 96.027
e-mail: danielahueb@jcnet.com.br