Anos 50, Grupo Escolar "Cel. Eduardo de Souza Porto", em Gália (renomeado para "Cel. Galdino Ribeiro"), foi quando conheci Teruaki. Nossas aventuras não foram poucas ? nadar, pescar no Rio das Antas, caçar passarinhos com estilingue (que maldade, hein?), armar arapucas na mata da Aparecida, "roubar" mangas e jabuticabas nos quintais dos vizinhos.
Nossas jurássicas espingardas de carregar pela boca, com pólvora Elefante; ver "Os Três Patetas", o "Zorro", etc. no Cine Gália. Por volta dos 15/16 anos de idade (1958), tivemos as nossas "magrelas" marca Mercksuisse: a dele, cor vinho (presente do seu pai Heisaburo), a minha, preta. Por uns quatro anos seguidos, percorremos a cidade e seus arredores ? sítios e fazendas. Participamos de corridas ciclísticas; inúmeras vezes pedalamos longos trajetos, como por exemplo até Fernão, Postinho (Posto Panorama), Garça e Duartina. Na época, Teruaki trabalhava na loja da família ? Irmãos Oda; eu, na Farmácia São José.
Aos 17/18 anos, final da adolescência, éramos seduzidos com festas, bailes (o primeiro "Cuba Libre"), a paquera, o correio elegante... Frequentávamos o Bar do Marra: a sinuca; comer "Bauru"; falar sobre namoradas; dos mais atrevidos, ouvir seus namoros apimentados.
Entre 2005/2007, estivemos várias vezes no rio Batalha (Avaí e Reginópolis); peixe frito com cerveja na casa do sobrinho Jairo. O seu convite recente para pescar em Ubatuba, conhecer sua casa... Neste dia 03 último, o Pai Celestial chamou-o para a nova morada (para alguns é a velha morada, de onde viemos, e retornamos). O seu amor pela natureza, o carinho e respeito para com as pessoas permanecerão como grande exemplo para todos nós. À família Oda, os meus sentimentos e respeito.
Laerte Mazetto