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De novo, população reclama de longa espera no PAI

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

Quioshi Goto

Até 5 horas de espera - Pais, como Washington Luís da Silva, reclamaram da demora no atendimento de emergência

Manchas de vômito e papéis sujos espalhados pelo chão, onde pais aguardavam sentados com seus filhos no colo. O cenário do Pronto Atendimento Infantil (PAI) era de caos na noite de ontem, em Bauru.

Devido à demora, que chegou a 5 horas, houve tumulto na unidade. Um segurança precisou conter uma mãe, Dayane Fonseca, 22 anos. “Faz três dias que ela está com os olhos inchados, com dor no pescoço e dor de cabeça. Trouxe ela aqui porque ela não melhora, mas esse lugar está uma pouca vergonha”, reclamou ela, mãe de Brenda, 5 anos.

Diabética e dependente de insulina, a manicure Cibele Aparecida Geraldo, 32 anos, precisou “esquecer” da sua doença durante todo o dia de ontem, já que seu filho Vinicius, 6 anos, passou mal e não conseguiu receber atendimento rápido. “Chegamos aqui às 16h e ele estava com 39 graus de febre. Deram um antitérmico e, até agora (20h), ele está com 38 graus”, reclama.

Segundo os usuários, funcionários teriam garantido que três médicos trabalhavam na unidade na noite de ontem, informação que foi confirmada pelo Departamento de Urgência e Emergência (DUE) da Secretaria Municipal de Saúde.

Diretor do DUE, Luiz Antônio Bertozo Sabbag soube informar apenas que, das 7h às 15h, 160 fichas de atendimento já haviam sido cadastradas no PAI, média considerada acima do normal. Mesmo com quatro médicos trabalhando na tarde, ele revela que, às 15h, cerca de 30 crianças aguardavam atendimento. No início da noite, o acúmulo de fichas se tornou ainda maior. Apesar da fila de até cinco horas relatada, o DUE informou que a espera média era de duas horas e 20 minutos às 21h.

                      

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