Ontem de manhã, policiais civis da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Jaú (47 quilômetros de Bauru) prenderam em flagrante um empresário de 31 anos que comercializava pela Internet anabolizantes controlados, proibidos e sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os produtos apreendidos na casa dele, no Jardim Carolina, lotaram três viaturas.
Na residência de M.S. (apenas as iniciais foram divulgadas), sobre uma escrivaninha, as equipes localizaram notebook, aparelho celular e diversas caixas já embaladas para serem despachadas via correio. Em uma prateleira ao lado, foram encontrados vários anabolizantes e termogênicos, além de seringas e agulhas.
No segundo andar, sobre a garagem do imóvel, os policiais apreenderam grande quantidade de anabolizantes, produtos de uso veterinário, remédios estrangeiros sem registro obrigatório na Anvisa, termogênicos e papelões, que seriam usados para embalar os produtos antes do envio aos compradores via Sedex.
O empresário alegou que era dono de uma empresa de suplementos e que só comercializava pela Internet, através de um fórum, produtos legais. Quanto aos ilegais, declarou que haviam sido comprados para uso pessoal. Segundo o delegado Gustavo Alonso Garmes, titular da Dise, M.S. vinha sendo investigado há mais de um mês.
“Chamou-nos a atenção a grande quantidade de produtos apreendidos na casa do indiciado, sendo a maior apreensão deste tipo em Jaú neste ano. Foram necessárias três viaturas para transportar tudo”, conta. Entre os produtos apreendidos, estão anabolizantes de origem australiana e de uso controlado.
Sem registro
“Também havia no local Fosfatidilcolina (que é uma lipoproteína proibida no Brasil), Sibutramina (que consta na Lista B2 e é um anorexígeno), Brontel (que é um antiasmático que tem função termogênica) e o Desobesi-M (que está proibido pela Anvisa)”, revela o delegado. Após prestar depoimento, o empresário foi levado à Cadeia Pública de Barra Bonita, onde ficará à disposição da Justiça. De acordo com Garmes, ele pode responder por armazenar e comercializar produtos sem registro no órgão de Vigilância Sanitária competente e de procedência ignorada.