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Rio: greve de ônibus tem seis detidos e prejuízo de R$ 2 milhões

Folhapress
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A paralisação de ônibus que atingiu a cidade do Rio nesta quinta-feira (8) contabilizou seis pessoa detidas, 467 coletivos depredados e um prejuízo estimado de R$ 2 milhões. Segundo o consórcio das empresas de transporte, o serviço deve ser normalizado na madrugada desta sexta.

O consórcio Rio Ônibus aponta que apenas 24% dos ônibus circulam nesta noite. Não havia, no entanto, mais registros de confrontos, interdições e piquetes. Os grevistas detidos no decorrer do dia foram encaminhados a delegacia e liberados após averiguação.

Com a greve dos ônibus, o passageiro teve que buscar alternativas outros modais de transportes, como barcas, metrô e trens urbanos. O horário de pico do metrô - quando o intervalo entre as composições é menor-- foi ampliado para quase o dia inteiro para dar conta da demanda.

A Supervia, responsável pelos trens que ligam a Central do Brasil, no centro da capital, a diversos pontos do subúrbio e da Baixada Fluminense, também atuou com toda a frota. Foram disponibilizadas 1,6 milhão de lugares em 835 viagens, de acordo com a Supervia.

Nas barcas, que transportam passageiros em diversos trechos da Baía de Guanabara e entre o Rio e Niterói, algumas linhas registraram recorde de usuários atendidos.

Categoria

A paralisação foi motivada por um racha entre sindicalistas. Líder dos dissidentes, Hélio Theodoro, o Hélio da Real, diz que boa parte da categoria rejeita o acordo fechado pelo sindicato, que prevê reajuste de 10% no salário e aumento da cesta básica para R$ 150.

O grupo quer um aumento de 20%, cesta básica de R$400 e o fim da dupla função de motorista e cobrador --implantada em ônibus de menor porte.

Para José Carlos Sacramento, presidente Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio, a greve de hoje foi "violenta" e só obteve adesão porque os manifestantes impediram motoristas de saírem das garagens. "Os trabalhadores queriam trabalhar, mas foram impedidos."

Abusiva

A Rio Ônibus afirma ter ingressado com pedido no Tribunal Regional do Trabalho para que a paralisação desta quinta seja considerada abusiva, devido aos transtornos causados aos trabalhadores e à população.

O prefeito Eduardo Paes (PMDB) prometeu responsabilizar as empresas se o caos persistir. Já o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), criticou as depredações e atos de vandalismo e determinou reforço policial para garantir o funcionamento dos ônibus à noite.

Quem depredar ônibus será preso, porque isso é vandalismo e prejudica o trabalhador. Vamos cumprir a lei", afirmou Pezão.

O Batalhão de Choque da Polícia Militar pôs aproximadamente 30 homens em pontos diversos da cidade durante a noite. Os reforços foram direcionados a Terminal Alvorada, estrada do Gabinal, Barcas Rio, av. Brasil, Vila do João e av. das Américas.

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