Cultura

Cultura reprisa o ?Viola, Minha Viola? com Jair Rodrigues

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Exibida pela primeira vez na TV Cultura no dia 27 de abril, a edição do "Viola, Minha Viola" com Jair Rodrigues volta ao ar neste sábado (10), às 20h.

O cantor, que morreu nesta quinta-feira (8), aos 75 anos, nesta gravação aparecia brincalhão e bem disposto. Assim que entrou em cena, foi à beira do palco e, em pé, com pernas abertas, tocou com as palmas da mão no chão, arrancando risos da plateia.

Arquivo/Aceituno Jr

Corpo de Jair Rodrigues foi velado durante a noite desta quinta e enterrado na manhã desta sexta-feira

Acompanhado do maestro e sanfoneiro Caçulinha, Jair Rodrigues interpretou canções como "De Volta pro Aconchego" (Dominguinhos/Nando Cordel), "Eu Não Existo sem Você" (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) e "Chão de Estrelas" (Silvio Caldas/Orestes Barbosa).

Numa conversa com a apresentadora Inezita Barroso, Jair Rodrigues disse que sua ligação com a música caipira vinha da infância, quando sua mãe escutava rádio.

"As emissoras de rádio tocavam de tudo. Os primeiros da música sertaneja que eu ouvi foram Tonico e Tinoco e minha mãe gostava muito da música 'Feijão Queimado'. Também Zico e Zeca, Sulino e Marrueiro, tantos e tantos."

Jair Rodrigues disse que aprendeu a gostar de tudo um pouco, até canção italiana. "Não sabia o que queria dizer a letra, mas já cantava", riu.

NA TV

Viola, Minha Viola

Edição com Jair Rodrigues

Quando: sábado (10), 20h, na TV Cultura

Classificação: livre

 

Corpo do cantor Jair Rodrigues é enterrado em São Paulo

 

O corpo do cantor Jair Rodrigues, morto aos 75 anos na manhã desta quinta-feira (8) em Cotia (Grande São Paulo), foi enterrado nesta sexta-feira (9) no cemitério Gethsêmani, no Morumbi.

 

O cantor foi velado durante a noite desta quinta-feira (8) na Assembleia Legislativa de São Paulo e o corpo foi transladado até o cemitério, nesta manhã, em um carro do corpo de bombeiros, no qual também ia um dos filhos, o também cantor Jair Oliveira - o Jairzinho.

 

Antes do enterro, uma cerimônia religiosa na capela do cemitério foi acompanhada pelos familiares e pelos amigos mais próximos. Estiveram presentes artistas como Roberto Leal e Simoninha. Após a missa, fãs puderam entrar na capela para se despedir do músico.

 

O corpo foi enterrado por volta das 12h30, com mais de uma hora de atraso, pois a família aguardava a chegada de um sobrinho de Rodrigues, que veio de Los Angeles.

 

Durante a cerimônia, um coral de uma ONG apoiada pelo músico cantava "Disparada", de Geraldo Vandré, eternizada na voz de Jair Rodrigues no Festival da Canção de 1966, quando venceu a competição empatando com "A Banda", de Chico Buarque.

 

Em entrevista ao programa "Cidade Alerta", da TV Record, nesta quinta-feira, Jair Oliveira disse que nem ele nem a irmã, Luciana Mello, têm a pretensão de substituir o pai.

 

O músico disse ter se apresentado pela última vez ao lado do pai na semana passada, em 30 de abril. Mesmo abalado, fez questão de ressaltar a alegria de Jair Rodrigues.

 

"Se fizer uma compilação de quantas vezes ele disse em entrevistas 'se eu não sou o homem mais feliz do mundo, sou um deles', vai dar horas de material", brincou.

 

Segundo a assessoria da JRC Produções, empresa do músico, ele entrou na sauna da casa onde vivia na manhã desta quinta. Seu corpo foi encontrado sem vida no local por volta das 9h30. Exames feitos pelo Instituto Médico Legal de Cotia indicam que a causa da morte foi um infarto agudo do miocárdio.

 

Ele não apresentava problemas de saúde e vinha cumprindo sua agenda de shows normalmente. Sua última apresentação foi há dois dias, na terça-feira), em São Lourenço (MG).

 

Na década de 1960, fez sucesso na televisão como apresentador do programa "Fino da Bossa", ao lado de Elis Regina.

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