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Aécio sobe a 20% e reduz distância para Dilma (37%), diz Datafolha

Por Alexandre Caverni | Reuters
| Tempo de leitura: 3 min

Ueslei Marcelino/Reuters

Ao reduzir a diferença das intenções de voto com a Dilma (PT), Aécio Neves (PSDB) aumenta as chances de segundo turno

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves, ganhou terreno e reduziu a distância que o separa da líder da corrida eleitoral, a presidente Dilma Rousseff (PT), aumentando as chances de a disputa ser decidida no segundo turno, mostrou pesquisa Datafolha nesta sexta-feira (9).

Aécio subiu para 20% das intenções de voto, ante os 16% registrados no início de abril, enquanto Dilma oscilou para baixo 1 ponto percentual, para 37%. O terceiro colocado, o pré-candidato do PSB, Eduardo Campos, passou para 11%  (ante 10%). A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.

Embora tenha oscilado dentro da margem de erro da pesquisa entre abril e maio, quando comparado com a sondagem de fevereiro Dilma perdeu 7 pontos percentuais.

Somados, os números de Aécio e Campos e dos demais pré-candidatos, que têm intenções de voto entre 1 e 3%, chegam a 38% contra os 37% da presidente, daí as maiores chances de segundo turno. No início de abril, eram 38% para Dilma e 32% para os demais candidatos.

A pesquisa mostrou também que caiu muito a diferença a favor de Dilma num eventual segundo turno contra Aécio, passando para 47 a 36%, ante 50 a 31% em abril. Contra Campos, o placar foi para 49 a 32%, ante 51 a 27%.

A queda de Dilma pelo Datafolha entre fevereiro e agora é praticamente a mesma da pesquisa MDA para a Confederação Nacional do Transporte (CNT), que mostrou a presidente com 37,0% das intenções de voto no final de abril, em comparação com 43,7% em fevereiro. Nessa pesquisa, Aécio apareceu com 21,6%, ante 17,0%.

Em outro levantamento, do instituto Sensus, divulgado no início deste mês, Dilma aparece com 35,0%, seguida pelo tucano com 23,7% e Campos com 11,0%.

O levantamento do Datafolha acontece depois que a presidente buscou reagir à perda de terreno na corrida eleitoral. Um de seus principais movimentos foi o pronunciamento à nação na véspera do 1º de Maio, quando anunciou um aumento nos benefícios do Bolsa Família e uma correção na tabela do Imposto de Renda.

LULA, MUDANÇAS E GOVERNO

O cenário que mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato do PT no lugar de Dilma teria definição no primeiro turno, com o petista com 49% das intenções de voto, Aécio com 17%, Campos com 9% e os demais candidatos com 6%.

Segundo o Datafolha, 58% acham que Lula deveria ser o candidato do PT, enquanto apenas 19% defendem o nome de Dilma - 18% disseram não saber e 5% acham que nenhum dos dois deveria ser o candidato.

O percentual que gostaria ver Lula candidato aumenta para 75% quando os entrevistados são eleitores do PT, contra apenas 23% que apoiam Dilma.

Outro número ruim para a presidente é que, enquanto a pesquisa mostra que 74% desejam que as ações do próximo presidente sejam diferentes, contra 22% que querem que elas sejam iguais, 38% consideram que Lula é o mais preparado para fazer as mudanças no Brasil, seguido por Aécio com 19%. Só depois, com 15%, aparece Dilma.

Do lado positivo, a avaliação do governo manteve-se praticamente a mesma de abril: ótimo/bom com 35% (era 36%), regular com 38% (39%) e ruim/péssimo com 26% (25%).

Além disso, a expectativa de que a inflação vai aumentar recuou para 58%, ante 65% em abril, no primeiro recuo desde o início de 2012. Também diminui o número dos que acham que o desemprego vai aumentar: agora são 42%, contra 45% no mês passado.

O Datafolha ouviu 2.844 pessoas entre quarta e quinta-feira, em 174 municípios.

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