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Cinco cidades concentram 62% dos casos de dengue em SP

Folhapress
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Cinco cidades paulistas acumularam quase 62% dos casos de dengue registrados em todo o Estado entre os meses de janeiro e abril.

Dados divulgados nesta sexta-feira (9) pela Secretaria de Estado da Saúde apontam que foram registrados, ao todo, 54.423 casos da doença no período.

Segundo a pasta, o número mostra uma queda de 68% do índice, em comparação com o mesmo período do ano passado, quando ocorreram 169.956 casos.

Apesar disso, algumas cidades registram epidemia da doença como Campinas (a 260 quilômetros de Bauru) e Jaú (a 50 quilômetros de Bauru).

As cinco cidades que mais registraram casos de dengue neste ano são Campinas (18.484), que tem 1,1 milhão de habitantes; Americana (5.550), que tem 224 mil hab.; São Paulo (4.973), que tem 11,8 milhões de hab.; Jaú (2.801), que tem 140 mil hab.; e Votuporanga (1.834), que tem 89 mil hab.

Embora alguns municípios tenham registrados altos números da doença, outros 267 não tiveram nenhum caso.

O balanço de casos divulgado nesta sexta-feira (9) omitiu as mortes por dengue. A Prefeitura de São Paulo, no entanto, já confirmou quatro óbitos e a de Jaú, sete - um oitavo caso está em investigação.

A secretaria de saúde afirmou que investe cerca de R$ 50 milhões por ano para auxiliar os municípios no combate à dengue.

Além disso, cerca de 1.000 agentes da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) são treinados para apoiar as prefeituras em ações de nebulização e visitas a imóveis estratégicos.

A pasta destaca ainda que 80% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, estão no interior das residências. Por isso, é fundamental que a população também combata os criadouros em água parada.

Interior

No começo de abril, dados do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado já apontavam que 11 cidades do interior eram responsáveis por 66% dos casos no primeiro bimestre do ano.

Entre as cidades está Boa Esperança do Sul, na região de Ribeirão Preto. Segundo a diretora de saúde local, no ano passado houve uma queda no controle do mosquito vetor, o que levou à epidemia.

Sumaré e Americana justificaram os surtos pela presença de um tipo novo do vírus.

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