Márcia Regina estava com a filha Letícia Suelen fazendo compras no centro da cidade quando passou pela praça Rui Barbosa e se deparou com a “Feira de Adoção” de animais. Sábado (9) era o dia dos gatinhos. Suelen adora gatos, tanto que já tem sete em casa. Mas ontem levou o oitavo: a gatinha Regina, que ganhou o nome em homenagem à mãe. “Quer coisa melhor? Dia das Mães, homenagem a ela”, dizia orgulhosa Suelen. E a mãe, feliz.
Até o meio-dia de sábado, 13 dos 22 gatinhos da “Feira de Adoção” já haviam sido adotados. A Feira foi promovida pela Divisão de Vigilância Ambiental, da Secretaria Municipal de Saúde e, desta vez, exclusivamente de filhotes de gatos. A expectativa era de que todos fosses adotados.
Depois da adoção, os animais são acompanhados por um fiscal do CCZ através de visitas domiciliares. Se constatados maus-tratos, o animal é recolhido e o proprietário autuado. Ontem, os interessados foram alertados de que, antes de decidirem pela adoção, tomassem conhecimento dos cuidados exigidos, como higiene, saúde e disponibilidade para cuidar.
Mas não era o caso ontem. Dos 13 adotados, só um deles foi de “impulso”, o caso já contado de Suelen e Regina. E mesmo assim, a nova dona adora gatos. Suelen teve ímpeto de levar duas, da mesma família, mas a outra foi adotada minutos antes.
A maioria dos “pais adotivos” foi até a feira buscar mesmo um felino. Já sabiam de antemão do acontecimento e correram atrás do objetivo. Caso do ator (ele é palhaço profissional também) Manoel Fernandes, 47 anos, que estava levando já devidamente embalada uma gatinha para fazer companhia à outra que já tem no espaço Atucaec (sigla para designar Atuar com Amor e Carinho). É que a gatinha dele estava triste porque seu “gatinho-companheiro” desapareceu. “Os gatos gostam de companhia”, resume Manoel. Além disso, ele tem preferência pelos felinos desde que seu primeiro brinquedo, já na infância, foi um gatinho que ganhou da avó.
Ricardo Leandro da Silva, 39 anos, pintor, foi à feira especificamente para buscar um gato (um macho) para a esposa, que terá o privilégio de dar o nome ao bichinho de estimação. Levou um que, pelos traços, era mestiço com siamês. Ficou encantado com os olhos azuis do gatinho. “Eu gosto mesmo de gatos”, diz.
Quem gosta também é a família de Santina Moreira, 46 anos. Em casa ela tem cachorros, tartaruga e o gato da família sumiu há pouco mais de um mês. “Tem até a ração já lá esperando por ele”. Ela estava em um supermercado quando se deparou com o JC anunciando a feira. Abortou a compra que faria e correu até a praça Rui Barbosa com medo de não encontrar nenhum. Achou. O filho Wallace Moreira Novaes da Silva, 17 anos, é quem escolheu o filhotinho para substituir o desaparecido. Optou por outro macho. E ficou feliz por saber que, quando estiver em idade certa, o pessoal do CCZ fará a castração. “Assim ele não vai sumir atrás de nenhuma gata quando ficar maior, como aconteceu com o outro”, justifica.