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Entrevista da semana: Eduardo Gomes Pegoraro

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 6 min

As lágrimas saltam aos olhos quando o assunto é a família. Casado desde 1977 com a companheira Virgínia, com quem teve três filhos - Eduardo, Estevan e Evandro -, o entrevistado de hoje é  Eduardo Gomes Pegoraro, atual presidente da Assenag, que confessa: “Eu sou todo família. Sempre fui. Basta falar na família para eu chorar”.

 

Sempre ativo e disposto a encarar desafios, o engenheiro recentemente voltou às salas de aula para se tornar advogado, e orgulha-se: “Não perdi nenhuma aula do curso de direito da ITE. Cheguei a sacrificar compromissos sociais, mas passei no exame da OAB ainda estudante”. 

 

Com extensa carreira profissional, Eduardo, mais conhecido como Dedão (apelido que veio dos campinhos de futebol da infância), também fala sobre outra paixão: os esportes. Confira essas e muitas outras histórias, a seguir.

 

Éder Azevedo

Eduardo Gomes Pegoraro com a esposa Virgínia, com quem é casado desde 1977

JC - Você é o atual presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag). 

Eduardo - Eu permeio a Assenag desde 1986, quando o Veríssimo Barbeiro se candidatou pela primeira vez a presidente e eu entrei como diretor social. Entramos e fiquei como diretor social nas duas gestões dele, além das gestões do Celso Martha e João Maringoni Neto. Saí por um tempo e, em março deste ano, dez ex-presidentes me procuraram e aceitei a missão de presidir a Assenag até 2016. Na verdade, eu fui procurado há dois anos, mas não aceitei por causa da faculdade de direito. Uma das coisas de que me orgulho é de ter criado o Jantar  Alemão, que, na verdade, surgiu como um almoço alemão, em 1983, quando era diretor de recreação da Associação Luso Brasileira de Bauru (ALBB). Surgiu com o intuito de angariar fundos para os meninos da natação viajarem para competições. Em 1989, acumulei as funções de conselheiro estadual do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) e fui presidente da Comissão Municipal do Desenvolvimento Industrial  e atuei como diretor da escola de samba Camisa 10.   

 

JC - Projetos para a Assenag?

Eduardo - Como eu disse em meu discurso de posse, o ícone dessa nossa gestão será a Assenag jovem. Nós constatamos que as associações de classe estão sofrendo um problema de envelhecimento. Os dirigentes atuais são os mesmos de 20 ou 25 anos atrás. Essa vai ser uma boa oportunidade para tirarmos a dúvida: nossa geração não deu espaço para as gerações seguintes ou as novas gerações estão alienadas? Eu acho que esse problema vem da faculdade, da falta de união estudantil, de entrosamento dos alunos. Contratamos uma empresa de comunicação social para desenvolver um trabalho específico para angariar sócios jovens.

 

JC - Você também é diretor geral de esportes do Bauru Tênis Clube (BTC). 

Eduardo - Eu entrei com o Ricardo Coube, em janeiro de 2013. O esporte sempre fez parte da minha vida. Sempre pratiquei futebol e basquete e ainda o faço, mas brincando, é claro (risos). Aos 14 anos, jogava na várzea, como aspirante, pelo Internacional. Naquele ano, também entrei para a 1º escolinha de basquete da Luso, equipe que foi cinco vezes campeã do Interior e duas vezes campeã estadual. Em 1971, fui campeão da várzea pelo Fortaleza. 

Em 2009, eu fui presidente do Grupo Bodega, um grupo de amigos praticantes de futebol, associado à atividades sociais com envolvimento de familiares. Na oportunidade, trouxemos a Seleção Brasileira de masters para um jogo amistoso.    

 

JC - Como nasceu a engenharia na sua história?

Eduardo - Eu sempre gostei muito de matemática, além de português. Mas sempre me inclinei para a área de exatas. Formei-me em engenharia mecânica e, depois, fiz especialização em engenharia de segurança do trabalho, ambas na antiga Fundação Educacional de Bauru, hoje Unesp. 

 

JC - Fale sobre sua trajetória profissional com a engenharia.

Eduardo - Eu me formei e fui para Piracicaba trabalhar na metalúrgica Dedini, em janeiro de 1977, no “boom” da engenharia industrial e mecânica. Só da minha turma entraram 11 engenheiros. Fiquei lá até 1981, quando teve início a década perdida para a engenharia e a empresa começou a dispensar engenheiros. Eu já estava casado e optei por um trabalho em Agudos, na Brahma, com redução salarial, porém, estável. Ali fiquei até 1983, quando comecei minha atividade autônoma como inspetor de caldeiras, ofício que exerço até hoje. Mas, em 1986, surgiu uma oportunidade de trabalho em uma multinacional, na área comercial. Foi um desafio para mim. Eu fui e fiquei lá até 2007.      

 

JC - E depois de muitos anos, voltou à faculdade para se tornar advogado. 

Eduardo - Foi isso, sim. Inclusive minha formatura foi no ano passado (risos). Sou recém formado da Instituição Toledo de Ensino (ITE), com carteirinha da OAB e tudo mais. Eu passei no exame da Ordem dos Advogados do Brasil antes mesmo de concluir o curso de Direito. 

 

JC - De onde veio o desejo de cursar uma faculdade em outra área?

Eduardo - Em 2009, eu ajudei o meu filho do meio, que é advogado, a montar um escritório e trabalhei com ele durante uns seis meses. Fiquei entusiasmado. Já estava parando de trabalhar e decidi fazer o curso. Achei ótimo estar com a “molecada” (risos). Foi rejuvenescedor. Não perdi nenhuma aula. Fui o aluno que não fui na faculdade de engenharia, porque, naquela época, eu queria farrear, jogar bola... Inclusive fui presidente da Associação Atlética Acadêmica. Na ITE, cheguei a sacrificar compromissos sociais. Minha esposa e filhos até reclamaram. Não fiz um exame sequer e me dei muito bem. Pretendo trabalhar como advogado. 

 

JC - Por que o apelido “Dedão”?

Eduardo - Vixi... (risos). Ele surgiu quando eu tinha 8 anos de idade e jogava bola num campinho de terra, descalço. Um amigo achou que o meu dedão do pé era muito grande, além do normal e começou a tirar sarro. Meu sangue ferveu e briguei com o amiguinho. Daí para o apelido pegar foi um pulinho (risos). Durante muito tempo, algumas pessoas me conheciam somente pelo apelido. Já está incorporado. Muitos, para não mencionarem o apelido, me chamam pelo sobrenome. Por Eduardo, então, só meus pais, irmãos e minha esposa me chamam. Ah, justiça seja feita: meu amigo Ricardo Coube também. E para por aí. Até meus filhos me chamam de Dedão. É mole? A associação do apelido ao nome é tamanha que meu irmão e meus filhos por muito tempo foram chamados de “dedinho”. No caso do meu filho Estevan (o do meio), até hoje é chamado assim. 

 

JC - Qual é o espaço que a família ocupa em sua vida?

Eduardo - É total. Sou casado com a Virgínia desde 1977, temos três filhos e um netinho de 7 meses de vida. Eu sou todo família. Sempre fui. Mesmo viajando pela área comercial da multinacional onde eu trabalhava, eu ligava para os meus filhos, cobrava provas e deveres de casa à distância. E sempre fui muito amigo dos meus filhos. O relacionamento entre eles é um dos meus maiores orgulhos. Gosto de uma frase do Duque de Caxias, o patrono do Exército: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. Eu já tive várias passagens emocionantes, mas o nascimento do nosso primeiro filho foi bravo (risos). Muita emoção. E, agora, com o neto, então... Basta falar na família para eu chorar.

 

Nome: Eduardo Gomes Pegoraro

Idade: 60 anos 

Local de Nascimento: Bauru 

Signo: Touro, regido por Touro 

Esposa: Virgínia Nogueira Pegoraro  

Filhos: Eduardo, Estevan e Evandro 

Hobby: Praticar esportes com amigos, pescar e viajar 

Livro de cabeceira: Um livro que me marcou foi “O Futuro da Humanidade: A Saga de um Pensador”, de Augusto Cury  

Filme preferido: Gosto de filmes do gênero “policial-investigativo”

Estilo musical predileto: Sou eclético, mas não gosto de funk  

Para quem dá nota 10: Para todas as mães, de modo especial para a minha 

Para quem dá nota 0: Para a corrupção em geral  

E-mail: egpegoraro@yahoo.com.br  

 

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