Internacional

Eleições na Ucrânia: Putin demonstra apoio mas é advertido


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A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, advertiram neste sábado (10) a Rússia sobre novas sanções caso o país interfira na eleição presidencial da Ucrânia, marcada para o dia 25 de maio.

 

Até o momento, membros da elite política e econômica da Rússia foram punidos com congelamento de ativos no Ocidente e proibição de viajar para Estados Unidos e Europa.

 

Os líderes também pediram a diminuição das tropas russas na fronteira entre os dois países e disseram que os referendos separatistas prometidos para este sábado no leste ucraniano são “ilegais”, segundo nota distribuída após entrevista coletiva conjunta.

 

Hollande disse que, para a Alemanha e a França, o sucesso nas eleições é uma exigência, pois só assim a Ucrânia poderá atingir a estabilidade, encerrar a violência e fazer uma reforma constitucional capaz de integrar suas várias minorias.

 

Berlim e Paris exigiram da Rússia uma “redução visível” da presença de suas forças militares na fronteira ucraniana, como explicou Hollande, que acrescentou que Alemanha e França não são as únicas potências com responsabilidade no conflito.

 

“Um fracasso das eleições presidenciais desestabilizaria ainda mais o país. França e Alemanha consideram que isto terá as consequências correspondentes, como previu o Conselho Europeu de 6 de março”, alertou.

 

A nota também faz advertência ao governo de Kiev e menciona as mortes em Mariupol, cidade portuária do sudeste da Ucrânia. Oito militantes pró-Moscou foram mortos, segundo um portal de notícias ucraniano.

 

Hollande e Merkel consideram tais mortes inaceitáveis. “Todas as partes devem abster-se de ações violentas, de intimidação ou de provocações. A posse ilegal de armas deve cessar”.

 

Na quarta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, recuou e anunciou a retirada de suas tropas da fronteira. O presidente Putin pediu ainda aos separatistas que todos os referendos  fossem cancelados.  Vladimir Putin ainda demonstrou apoio à eleição presidencial ucraniana.

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