"Porque Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limites, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva que desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento.
Morrer acontece com que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra - mistério profundo - de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do mundo, baixava uma Lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho"
O poema acima, que é de Carlos Drumond de Andrade, é uma dedicatória a todas as pessoas que perderam suas mães.
Pedro Valentim