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Reitores congelam salários na USP, Unicamp e Unesp

Folhapress
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O Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) decidiu congelar os salários de servidores técnico-administrativos e docentes da USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

A justificativa apontada pelo conselho foi o alto índice de comprometimento dos orçamentos das instituições com as folhas de pagamento. Segundo dados do Cruesp, a USP gasta 104,22% do seu orçamento com salários; a Unesp gasta 94,47% e a Unicamp, 96,52%.

Uma nova reunião do conselho na semana que vem deve continuar a discutir o tema do congelamento de salários. O Cruesp vai reavaliar as situações das universidades novamente em setembro e outubro, levando em consideração os repasses do ICMS.

USP

Segundo o coordenador da Administração Geral da USP, Rudinei Toneto Júnior, o comprometimento orçamentário da instituição tende a aumentar com a implantação total do plano de carreira dos servidores técnico-administrativa, que ainda não foi concluída em 50% da universidade.

De acordo com o coordenador, no final de 2012, a USP possuía em reservas a quantia de R$ 3,23 bilhões, incluído nesse valor quase R$ 1 bilhão de receitas próprias, convênios e economia orçamentária das unidades. No final de 2013, a reserva havia baixado para R$ 2,56 bilhões. Nos três primeiros meses desse ano, o valor passou para R$ 2,31 bilhões.

Estão em estudo medidas para tentar reverter o quadro, como a redução dos contratos terceirizados, a implantação de um sistema unificado de compras e a racionalização da frota de veículos.

No final de abril, o reitor da USP, Marco Antonio Zago, enviou uma carta aos docentes, servidores e alunos pedindo o apoio para superar a "difícil conjuntura" enfrentada pela instituição.

O Tribunal de Contas do Estado diz que a USP pagou remunerações acima do teto constitucional ao reitor e a pelo menos outros 166 dos seus professores em 2011.

O TCE também criticou a condução dos problemas do campus da universidade na zona leste da capital.

Segundo o tribunal, a USP sabe desde 2004 que a área é contaminada e que precisaria de ações como instalação de dutos de extração de gases, mas mesmo assim fez contratos sem licitação em 2011 e em 2014 para as ações, alegando situação emergencial.

SINDICATOS

A Adusp (Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo) convocou uma assembleia extraordinária para amanhã à tarde para discutir as ações que serão realizadas contra o "arrocho salarial".

O Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) realiza neste momento uma assembleia para debater o comunicado do Cruesp.

Os sindicatos dos servidores da Unesp e Unicamp foram procurados, mas ainda não emitiram comunicado oficial sobre o assunto.

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