Trabalhadores do McDonald's protestaram por melhorias salariais em pelo menos três cidades brasileiras nesta quinta-feira (16). As manifestações fazem parte de uma mobilização global organizada pela União Internacional de Trabalhadores de Alimentação, Agrícolas, Hotéis, Restaurantes, Tabaco e Afins (UITA).
Em São Paulo, o protesto aconteceu em frente a uma loja da rede, na avenida Paulista, e reuniu cerca de 60 pessoas.
De acordo com o Sinthoresp, sindicato que organizou o movimento, a principal reivindicação é o aumento do pagamento pela hora trabalhada.
Atualmente, segundo o gerente geral do departamento jurídico do sindicato, Antonio Carlos Lacerda, um funcionário médio do McDonald's no Brasil ganha cerca de US$ 1,50 (R$ 3,33).
De acordo com o sindicato, o movimento internacional reivindica que a hora paga aos funcionários das lanchonetes da rede seja equivalente ao valor de dois sanduíches Big-Mac. O sanduíche custa em média R$ 13 no Brasil.
"[O McDonald's] é uma empresa que tem um padrão de serviço e de produção mundial. Para que haja evolução no tratamento com seus empregados, é necessário um alinhamento mundial", diz Lacerda.
Em Goiânia, segundo o Sechseg (Sindicato dos empregados no comércio hoteleiro e similares no estado de Goiás) cerca de 60 trabalhadores também se reuniram em frente a uma loja da rede. Também foi realizada uma manifestação em Curitiba.
Em nota, o McDonald's disse que cumpre rigorosamente a legislação trabalhista e segue o que é previsto e reconhecido por lei.
"Os salários são pagos de acordo com o piso salarial estabelecido nas convenções coletivas de trabalho negociadas com os sindicatos que representam os trabalhadores em cada cidade onde atua", informou a empresa.
INTERNACIONAL
O movimento teve adesão de trabalhadores de cidades americanas, como Miami, Nova York, Chicago, Los Angeles e Houston, e ocorreu também em outras partes do mundo. Nos EUA, os grevistas querem receber o dobro da remuneração atual, chegando a US$ 15 dólares por hora (R$ 33,30) , e querem a permissão para integrarem sindicatos.
Um dos organizadores da manifestação em Miami, Muhammed Malik, disse à agência de notícias AFP que os protestos foram convocados em 130 cidades em mais de 33 países.
A manifestação mundial foi articulada no dia 7, durante um encontro de representantes sindicais em Nova York que, segundo a AFP, reuniu empregados de redes de fast-food de 30 países.
Segundo organizadores do evento, estavam marcados para esta quinta-feira (15) protestos no Japão, no Brasil, no Marrocos e também na Itália. A página do movimento Fast Food Global registrava fotos de manifestações em outros países como Irlanda e El Salvador.