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SP recorre à reserva técnica do Cantareira para garantir abastecimento de água

Folhapress
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Com a captação da água do "volume morto" do sistema Cantareira, o nível do reservatório que abastece mais de 8 milhões de pessoas em São Paulo subiu para 26,7%. Nessa quinta-feira (15), quando ainda não era utilizadas as águas mais profundas das represas que compõe o sistema, o nível do reservatório atingiu a marca mais baixa de toda a história, 8,2%.

 

A obra que possibilitou captação do líquido que fica abaixo das tubulações originais deu uma sobrevida para o sistema. Especialistas dizem que se não chover o Cantareira chegará ao nível zero em meados de novembro deste ano - sem o uso do "volume morto" o manancial zeraria no mês que vem.

 

A Sabesp, no entanto, diz que o abastecimento de água para a região metropolitana de São Paulo está garantida até março de 2015. No total, o governo gastou R$ 80 milhões para construir canais e instalar bombas para a retirada da água nas represas Atibainha, em Nazaré Paulista, e Jaguari/Jacareí, em Joanópolis.

 

De acordo com o governo estadual, a previsão é extrair 182 bilhões de litros de água dos 400 bilhões de reserva nos próximos quatro meses. Desde o início do mês choveu cerca de 0,7 mm na região do Cantareira - a média para maio é de 83,2 mm.

 

A cidade de São Paulo já está há quase 30 dias sem chuva significativa, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência), da prefeitura. Previsões indicam chuvas de maior volume apenas a partir do próximo dia 20, por conta da passagem de mais uma frente fria pelo Estado.

 

Reprodução

Sistema Cantareira atingiu o seu menor nível da história nesta quinta-feira (15), com apenas 8,2%

 

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