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Cantareira pode sofrer corte no inverno

Folhapress
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Se a estiagem for severa nos meses de inverno, o uso do volume morto poderá ser limitado pelos órgãos responsáveis pela administração do Cantareira, no caso a ANA, ligada ao governo Federal e o DAEE, que é estadual.

Na prática, se essas duas instituições técnicas decidirem pela redução da vazão de retirada da água para o abastecimento público, pode faltar água na Grande São Paulo, mesmo com o uso do chamado volume morto.

A decisão sobre quanto a Sabesp pode retirar das seis represas do Cantareira está sendo revisada semanalmente pelo dois órgãos. A decisão é tomada em conjunto.Desde que a crise começou, a vazão teve que ser reduzida por duas vezes.

A medida leva em consideração tanto os dados históricos de chuva e de consumo, quanto cenários para os próximos meses.

Apesar do resultado positivo obtido pela obra emergencial de uso do volume morto feita pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), pré-candidato ao governo de São Paulo, que consumiu R$ 80 milhões, vários grupos discordam do discurso otimista do governo estadual.

Segundo Patrick Thadeu Thomas, superintendente adjunto da ANA (Agência Nacional de Águas), pode ser que o volume morto não dure até novembro. Para que isso ocorra, diz ele, será preciso impor medidas restritivas.

"Se o cenário atual continuar, será necessário reduzir as vazões tanto para a bacia das regiões de Campinas e de Piracicaba, quanto para a região metropolitana de São Paulo, para que o volume morto dure até novembro", disse o superintendente esta semana em Campinas.

"Se o cenário se mantiver, não tem como escapar [de uma redução], senão não chega em novembro", afirma.

Para os técnicos da ANA, inclusive o presidente da entidade, Vicente Andreu Guillo, não existe outra palavra para definir a situação que não seja "gravíssima".

Para os especialistas, mesmo que o volume morto dure até março, o risco passa a ser o inverno de 2015, caso o próximo verão não tenha chuvas acima da média.

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