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Anatel vai cobrar novas metas para teles, mas não suspende vendas

Folhapress
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O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, disse nesta terça-feira (20) que a agência pretende impor novos compromissos para as empresas de telecomunicações em julho ou agosto.

"Estamos completando dois anos de cautelar em julho. Evidentemente há intenção da agência em estabelecer novos compromissos a partir de agosto", disse.

"Eles ainda não estão definidos. Vamos estudar com a nossa área técnica, em nenhum momento estamos pensando em restrições de vendas."

Em 2012, a Anatel suspendeu a venda de serviços de celular e de internet de grandes teles após falhas na qualidade.

O presidente da Anatel evitou entrar em detalhes sobre o tipo de compromisso, mas adiantou que eles devem estar focados na qualidade, área de cobertura, atendimento a pequenas localidades do país e atendimento ao consumidor.

No serviço de internet 4G (internet dez vezes mais rápida que a 3G), a Anatel pretende seguir apenas as metas impostas em contrato.

COPA

Ainda de acordo com Rezende, a agência está concluindo em 30 de junho a fiscalização dos compromissos das empresas para a Copa do Mundo.

Trezentos servidores da Anatel acompanharão os serviços prestados durante o evento esportivo.

CALL CENTER

O presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), João Batista Rezende, disse nesta terça-feira (20), que a dificuldade no trato com o call center não é uma exclusividade do usuário de telecomunicações ou das empresas do setor.

"O problema está relacionado a terceirização do serviço, a falta de capacidade de treinamento dessa mão de obra. Não é um problema só das empresas de telefonia. É também dos bancos, das revistas e dos jornais", disse.

O presidente disse que a Anatel recebeu, no último, ano cerca de 7 milhões de ligações de usuários dos serviços de telefonia, internet e TV por assinatura.

Destas, cerca de 3,5 milhões eram reclamações de clientes que, necessariamente, já haviam registrado queixa nas empresas.

"Estamos usando o nosso call center como mola mestra para extrair informações e votar politicas de regulamentação", afirmou.

O presidente disse ainda que para avançar em infraestrutura de qualidade no país "falta desoneração para a telefonia" e é preciso também criar mecanismos de utilização dos fundos setoriais nas áreas mais "reprimidas economicamente".

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