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Greve nas universidades fica próxima

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Durante o dia de ontem, alguns câmpus da Unesp, USP e Unicamp já decretaram greve. No entanto, em Bauru, ainda havia a expectativa do resultado da reunião entre o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) e o Fórum das Seis (entidade que congrega os sindicatos de docentes e servidores) na tarde de ontem. Depois de mais uma resposta “zero” para a porcentagem de reajuste salarial, os câmpus da Unesp e da USP da cidade já apontam possibilidade de aderirem à greve estadual.

O coordenador de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores da Unesp (Sintunesp), Jorge Cerigatto, afirmou que a paralisação de ontem teve 85% de adesão dos servidores. Hoje, os rumos serão decididos. Uma nova assembleia, que acontecerá às 9h, em frente à biblioteca, define se haverá greve.

“Nós recebemos informação do Fórum das Seis que o Cruesp manteve o 0%. Amanhã (hoje), temos uma assembleia com forte indicativo de greve já para a mesma data”, disse.

A reportagem tentou entrar em contato com representantes da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp) em Bauru durante todo o dia de ontem mas não obteve êxito nas ligações. Sintunesp e Adunesp pedem reajuste do valor referente à inflação acrescido por mais 3%. A data base das categorias seria exatamente agora, mês de maio.

A partir das 13h30 de ontem, cerca de 15 servidores da Faculdade de Odontologia de Bauru/USP (FOB/USP) e do Centrinho fizeram panfletagem na universidade. Segundo Cláudia Carrer, do Sintusp, uma assembleia definirá se haverá greve a partir da próxima segunda-feira.

“A assembleia será às 12h30, no Centrinho”, salientou. Se for decretada a adesão à greve, poderão parar: professores e servidores da prefeitura do câmpus, da FOB e do Centrinho.

Polícias

A paralisação dos investigadores de polícia, encabeçada pelo Sindicato dos Investigadores do Estado de São Paulo (Sipesp), teve a adesão de 50 funcionários durante o dia de ontem.

Os funcionários cruzaram os braços das 10h às 14h na Central de Polícia Judiciária (CPJ). Por enquanto, a categoria ainda espera uma posição do governo do Estado sobre as reivindicações de mais policiais e valorização do nível superior.

“A paralisação não prejudicou nenhum serviço e o movimento também estava tranquilo hoje (ontem). Agora, nós vamos esperar uma posição do Estado. Amanhã (hoje), não vai ter mais paralisação. Ainda não temos nova assembleia agendada”, esclareceu Fábio Legramandi, delegado sindical do Sipesp.

A reportagem também entrou em contato com a assessoria de comunicação do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal de São Paulo (Sindpolf/SP) e foi informada de que o ato nacional, que aconteceria neste sábado em São Paulo, foi adiado temporariamente. Não há paralisação prevista.

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