Internacional

Exército dá golpe na Tailândia

Folhapress
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O chefe do Exército tailandês, general Prayuth Chan-ocha, assumiu o controle do governo em um golpe de Estado ontem, dois dias depois de decretar a lei marcial no país, dizendo que os militares têm que restaurar a ordem e levar adiante reformas após seis meses de tumultos.

Os militares declararam toque de recolher das 22h às 5h, suspenderam a Constituição e detiveram alguns políticos. Mais tarde, intimaram a ex-primeira-ministra Yingluck Shinawatra e outras 22 pessoas, incluindo parentes e ministros do seu governo deposto.

Os manifestantes receberam ordens para desmontar os seus acampamentos e a mídia foi censurada. Não havia relatos de violência.


EUA

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse não haver justificativa para o golpe, que terá “implicações negativas” nas relações bilaterais. Os EUA estão avaliando a sua ajuda militar e de outros tipos “de acordo com a lei norte-americana”.

A Tailândia é refém de uma luta de poder prolongada entre apoiadores do ex-primeiro-ministro deposto Thaksin Shinawatra e oposicionistas apoiados pelos monarquistas que polarizou o país e abalou a sua economia.

“Para que a situação volte ao normal rapidamente e nossa sociedade volte a amar e viver em paz... e para reformar a estrutura política, econômica e social, os militares precisam assumir o poder”, declarou Prayuth em um pronunciamento televisionado.

O general fez o seu discurso depois de uma reunião para a qual convocou as facções rivais no conflito político com o objetivo de encontrar um meio termo para pôr fim aos seis meses de manifestações contra o governo.

Mas não houve progresso e Prayuth encerrou o encontro anunciando que estava tomando o poder, de acordo com um dos participantes.


Tiros

Soldados dispararam tiros para o alto a fim de dispersar milhares de manifestantes “pró-governo” conhecidos como “camisetas vermelhas” reunidos na zona oeste da Bangcoc.

O Exército também ordenou que as emissoras de rádio e TV interrompessem a sua programação normal para transmitir apenas comunicados oficiais, proibiu agrupamentos de mais de cinco pessoas, além de dizer que irá suspender sites que divulgarem informações falsas ou incitarem tumultos.

 

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