Nacional

Protesto anti-Copa reúne militantes de partidos e black blocs em SP

Por Anna Virginia Balloussier, André Monteiro e Gustavo Uribe | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Cerca de 120 manifestantes, segundo a PM, se reúnem na praça da Sé, no centro de São Paulo, na tarde deste sábado (24), em mais um ato contra os gastos feitos para a Copa do Mundo no Brasil.

O protesto, o oitavo do gênero na capital neste ano, foi convocado pelas redes sociais por estudantes, militantes de partidos e movimentos sociais que formam grupo contra a Copa chamado de Território Livre.

Para Rodrigo de Oliveira Antonio, 36 anos, representante do Território Livre, além de ser um ato contra a Copa, o protesto deste sábado ocorre em solidariedade às greves de motoristas de ônibus e de professores municipais de São Paulo.

"A conjuntura há duas semanas era diferente. A luta contra a Copa mudou de qualidade quando a sociedade organizada iniciou um movimento", disse.

O ato também conta com a presença de manifestantes adeptos da prática "black bloc", que prega a depredação de patrimônio público e privado como forma de protesto. Mascarados, eles exibem faixas que afirmam que será uma "Copa de greves".

O estudante de direito Iranildo Brasil foi detido pela PM e levado ao 1º DP (Sé) sob a acusação de desobediência. A PM diz que ele estacionou seu carro ao lado da praça e, quando indagado para uma inspeção de rotina, se recusou a abrir o veículo.

Também presente no protesto, de chapéu e sobretudo, o aposentado José de Freitas, 87, carregava um cartaz com a recomendação "fuck you Fifa". "Eles querem ser o presidente do Brasil, a Fifa. Imagina!". Ele diz estar no oitavo protesto anti-Copa. "Lutei contra a ditadura e me arrependo. Hoje a ditadura é econômica."

A Polícia Militar acompanha a concentração do ato, mas não informa o efetivo presente. Pelo telefone, o coronel José Eduardo Bexiga, comandante da operação, disse a um interlocutor que "o protesto estava esvaziado".

Com escudos, a maior parte dos policiais protegiam uma agência do banco Bradesco ao lado da Sé. Uma unidade da drogaria Onofre baixou as portas quando o protesto começou a aumentar.

O ato foi marcado para 15h, mas até as 16h20 ainda não havia se iniciado nenhuma marcha. Um grupo de cerca de 30 manifestantes está no centro de São Paulo desde a noite desta sexta (23).

Eles organizaram um acampamento como forma de concentração para o ato e dormiram em barracas armadas na praça do Patriarca - inicialmente iriam dormir na Sé, mas mudaram de local para se abrigar da chuva.

Comentários

Comentários