Poucos sabem, mas a Civilização dos Maias desapareceu na última Era Glacial junto com os dinossauros porque esgotaram seus recursos naturais, como as florestas e os rios. Sem água não existe vida.
Agora estamos em pleno século XXI, na Era da Informação e do Conhecimento, pela ganância e o imediatismo em commodities como o plantio da monocultura da soja para alimentar suínos e frangos na China (e a derrubada das florestas para uso de pastagens para a pecuária hoje calculada em 250 milhões de cabeças de gado).
A natureza não mais aceita essas degradações e, pela Lei da Causa e Efeito, promove a vingança contra os humanos, com relação a escassez da água pela falta de cuidados com as matas ciliares.
São Paulo já vai buscar água na zona morta dos lagos e, em Minas Gerais, as cidades localizadas no entorno das barragens controladas por Furnas Centrais Elétricas entraram na Justiça para exigir que o abastecimento seja para os humanos e não o rebaixamento para alimentar as turbinas para a geração de energia.
Fica aqui a pergunta: ou mudamos e iniciaremos um plantio de árvores como as catalizadoras de chuvas pelas nuvens ou desaparecemos da face da Terra como desapareceram os maias.
Se dependermos dos maus governantes, o caminho para o fim está próximo, porém se colocarmos a educação para a sustentabilidade, poderemos mudar os rumos e caminhos da história. Vamos aguardar...
José Pedro Naisser