Os metroviários de São Paulo afirmaram nesta segunda-feira (26) que vão propor greve a partir do dia 3 de junho, a nove dias do início da Copa do Mundo, se não receberem reajuste salarial de ao menos "dois dígitos" do governo do Estado.
A favor da possibilidade de greve pesa o fato de o Estado nunca ter dado aumento acima de 10% à categoria. A atual proposta, de 5,2%, foi rejeitada pelos metroviários.
Nesta terça (27), uma assembleia no sindicato decidirá o que será feito. A categoria espera outra proposta por parte da gestão Geraldo Alckmin (PSDB) -o Metrô diz estar aberto a negociar.
A exigência de dois dígitos se baseia no reajuste obtido pelos motoristas de ônibus, de 10%. Oficialmente, a categoria pede bem mais, 35,47%, além de outros benefícios.
O sindicato sinalizou ainda que não respeitará se a Justiça, em primeira instância, proibir a greve. O Metrô costuma ir à Justiça para manter que o maior número de metroviários trabalhando.
Presidente da entidade, Altino Prazeres Júnior falou sobre ter sido intimado a depor à polícia sobre a paralisação de motoristas de ônibus na semana passada. Segundo ele, foi uma tentativa de "intimidação" da polícia.
A Secretaria da Segurança afirmou que a investigação é de interesse público e que o sindicalista não reclamou ao ser ouvido pela polícia.