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É preciso ficar atento aos "sinais" em árvores adultas

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru teve registros recentes e preocupantes de quedas de árvore (leia mais abaixo). O último deles aconteceu neste sábado, quando uma espécie tipuana, de aproximadamente oito metros de altura, plantada na praça Rui Barbosa, caiu. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) afirma que as árvores adultas merecem mais atenção e os sinais de que algo não “vai bem” devem ser observados.

Quando uma árvore cai, muitas hipóteses são levantadas: a árvore estava velha? Seca? Com pragas? O engenheiro agrônomo Luiz Fernando Nogueira Silva, da Semma, salienta que é difícil apontar um único motivo. “O problema pode até ser uma galeria que cedeu”, acrescenta.

A queda do último sábado também levantou discussões. Um lojista afirmou ter pedido o corte já que as raízes estavam muito expostas. “Realmente, houve um pedido entre 2010 e 2011 para a retirada da árvore. Nós seguimos uma lei de arborização e, nesta lei, tem os critérios para a supressão. Essa árvore que caiu não contemplava isso. Era uma árvore muito bonita, acabou caindo por fatores difíceis de serem prevenidos. Não conseguimos identificar nada na área externa. É possível que tenha sido uma infiltração por excesso de chuvas”, aponta.


Sintomas

O engenheiro agrônomo da Semma afirma que as árvores dão “sinais” de problemas. As adultas, por terem tronco e galhos formados, além de seiva e madeiras atrativas, em caso de poda, acabam ficando mais “vulneráveis” a insetos (cupins e brocas), fungos e parasitas (nematoides).

“O complicado da análise é a parte que não enxergamos, como, por exemplo, os nematoides, que atacam as raízes. Em muitos casos, a árvore pode apodrecer. A tendência, nestes casos, é a árvore ir secando, uma queda de folhas anormal. São sintomas que podemos ver”, aponta.

Nogueira ainda acrescenta que vários fatores influenciam para que esses organismos e microrganismos “escolham” as árvores. “Um dos fatores é a espécie, umas são mais suscetíveis e outras não. Têm árvores de seiva forte, como o pinus, que as brocas nem se aproximam”, acrescentou.

Com frequência, a Semma afirma que também faz uma “varredura” na cidade com o objetivo de identificar árvores que possam apresentar riscos. “O mapeamento é feito apenas em processos antigos e imóveis novos. No ano passado, fizemos o Censo Arbóreo, mas é quantitativo”, esclareceu Luiz Nogueira.

Serviço

Em caso de dúvidas com relação a podas, denúncias ou solicitações de supressão, a Semma fica na rua Alfredo Maia, sem número, e atende pelo telefone (14) 3235-1128. Outras informações ainda podem ser adquiridas através do site www.bauru.sp.gov.br, no link “Meio Ambiente”.


Podas conscientes

Fazer uma poda em uma árvore não é tão simples quanto parece. Um simples corte de um galho seco, velho e já sem vida pode influenciar no peso de uma árvore e, consequentemente, facilitar sua queda.

Por isso, a Semma oferece cursos gratuitos de como fazer as podas autorizadas pela pasta. O evento é gratuito e acontece anualmente. Qualquer pessoa pode participar, não precisando ser trabalhador do ramo.

 

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