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Sem discussão, vereadores de SP aprovam fim do rodízio de veículos

Folhapress
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Os vereadores da Câmara Municipal São Paulo aprovaram ontem o fim do rodízio de veículos na Capital paulista. O projeto, porém, deve ser vetado pelo prefeito Fernando Haddad (PT).

A aprovação durou menos de um minuto e ocorreu numa votação simbólica, quando os líderes do partidos votam projetos considerados menos importantes, como nome de ruas.

Os projetos mais importantes vão ao Plenário na chamada “votação nominal”, ou seja, todos os vereadores votam. Até o autor da proposta, vereador e despachante Adilson Amadeu (PTB), ficou surpreso com a aprovação. “Eu acho que eles estavam distraídos”, disse. Ele afirmou que, como as pessoas passaram a ter vários carros, o rodízio não cumpre mais a sua função.

O líder do governo, Arselino Tatto (PT), afirmou que o prefeito Fernando Haddad (PT) deve vetar o projeto. “Não havia acordo para a votação dele. Foi em votação simbólica. Se fosse nominal, não haveria nem quórum”, disse.

Aberração

Em dezembro de 2007, a Câmara aprovou no mesmo dia e na mesma sessão um projeto de lei que ampliava o rodízio e um outro que acabava com a restrição à circulação de veículos.

A aberração legislativa ocorreu em meio a um acordão para aprovação em massa as propostas de vereadores.

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