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"Quadrilha da Copa" está de volta

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Aproveitando o clima da Copa, 32 ex-alunos do Sesi decidiram reviver um fato que, em 1994, marcou a vida de todos. Aos 6 anos, vestidos de verde e amarelo e sob o comando da professora Josiane, eles abriram a campanha em busca do tetracampeonato mundial em Bauru, na Praça Rui Barbosa, dançando a tradicional quadrilha. Vinte anos depois, como forma de retribuir o carinho e a dedicação da primeira professora, eles irão reapresentar a dança junina em homenagem a ela.

 

O churrasco de confraternização, que irá reunir a turma da pré-escola do Sesi de 1994, está sendo planejado há dois meses e será realizado em julho. William Lelis Tamachunas, de 25 anos, um dos organizadores, conta que muitos ex-alunos estudaram juntos até a 8ª série e, outros, compartilharam a mesma sala de aula até a faculdade.

 

Em 2011 e 2012, o grupo se reuniu para relembrar os velhos tempos. Apesar de já terem se passado vinte anos, de acordo com ele, todos se lembram com carinho da professora Josiane Maria Armondi dos Santos, que ensinou a eles as primeiras palavras. Desta vez, os jovens decidiram que o encontro será em homenagem a ela.

 

“A Josi se dedicou muito para a gente. Foi uma coisa que marcou todo mundo. Ela sempre foi professora, mas nunca perdeu aquela coisa de maternidade, aquela ternura. A ideia que a gente tinha era que o Sesi era uma segunda casa”, revela William.

 

“Todo mundo fala de ensino, só que ela ensinava com carinho, o que você não encontra mais em lugar nenhum”, complementa Pedro Henrique Alves de Paula, 26 anos. “Até na hora de ser rígida, ela tinha ternura.”

 

‘Valeu a pena’

 

Josiane, que hoje leciona em uma escola municipal para alunos entre 3 e 4 anos, é filha do jornalista Antônio Bueno dos Santos, o Broncolino, que foi colunista do JC por décadas. Apesar do desejo do pai, que queria que ela atuasse na área da psicologia, ela conta que sempre quis ser educadora. 

 

A docente diz que, quando entrou na pré-escola, no primeiro dia de aula caiu da cadeira, levou um tapa da professora e não quis mais voltar para a escola. “Eu dizia para minha mãe: Um dia eu vou ser professora do pré, vou tratar meus alunos com carinho e eles não vão ter medo de ir na escola”, revela.

 

Segundo Josiane, sua principal preocupação sempre foi fazer com que seus alunos aprendessem a discutir problemas e situações do dia a dia para que o ensino não se transformasse em uma coisa monótona. “Hoje, todos são homens e mulheres com opinião formada, que têm opinião política”, orgulha-se.

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