Reportagem do jornal Folha de São Paulo do dia 23/05/2014, em manchete de primeira página, trouxe à tona uma matéria que desmistificou as críticas de que estava se gastando em estádios, construções e infraestrutura para a Copa do Mundo no Brasil ao invés de se investir mais em Saúde e Educação.
Explicou que os investimentos para a Copa representam parcela relativamente pequena dos orçamentos públicos. Os gastos da União, Estados e Municípios para o mundial somam R$ 25,8 bilhões. Valor este que equivale a 9% das despesas públicas em educação que é de aproximadamente R$ 280 bilhões. E menos que 8% das despesas públicas com a saúde que é de R$ 206 bilhões anualmente. O que seria suficiente para custear cerca de um mês de gastos com essas duas áreas.
A matéria também salientou que a comparação pode ser relativizada, porque no futuro financiamentos e estádios e a outras obras trarão retorno. Além disso, haverá retorno, no futuro, de financiamentos pelo BNDES. O Corinthians terá que devolver os recursos que custearam o Itaquerão.
Portanto, essas manifestações que não têm povo e somente militantes dos Blacks Blocs, Movimento dos Sem Teto, setores de seitas ideológicas ligadas aos partidos Psol e Pstu, tem mais politicagem do que um interesse real nos gastos da Copa. Temos que cobrar da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Estaduais, dos Tribunais de Contas da União e dos Estados a apuração de qualquer desvio ou corrupção com parte do dinheiro público investido no evento. No entanto, a matéria demonstrou que o investimento da Copa não influencia a situação da saúde e educação aqui no Brasil. Pastas essas que possuem um alto orçamento mas que não funcionam direito por causa da má gestão, roubalheira e o corporativismo.
Manifestações são legítimas e democráticas desde que não tenha baderna, dilapidação do patrimônio público e que se respeite o direito de ir e vir da imensa maioria dos brasileiros que não participam destes atos. E dizer que "não vai ter Copa" soa uma irracionalidade fora do comum. É a prova que esses movimentos usam de demagogia é que o País vai sediar as Olimpíadas em 2016 e até agora não se manifestaram contra e ainda não disseram que "não vai ter Olimpíadas". O momento seria agora, não seria?! Mas na hora que as obras e infraestruturas estiverem quase prontas, aí eles aparecem de novo pra materializarem a politicagem. E a população não é obrigada a se tornar refém de "revolucionários de Mc Donald?s via todynho com sucrilhos"!
Pedro Valentim