Republicanos criticaram duramente a administração de Barack Obama pela soltura de cinco líderes do Taleban presos em Guantánamo em troca da libertação, no sábado (31), do sargento Bowe Bergdahl, que ficou quase cinco anos em poder do grupo extremista no Afeganistão.
A oposição reclama que a troca abre um “perigoso precedente” em negociações com terroristas, aumentando o risco de captura de americanos em missão no exterior para que sejam trocados por detidos em poder dos EUA.
O senador Ted Cruz, um dos líderes do movimento Tea Party, de extrema direita, declarou que o acordo põe um preço nos militares do país, dando a entender que inimigos poderão trocar “um soldado por cinco terroristas”.
Outra queixa da oposição é que o governo teria desrespeitado a norma de avisar o Congresso sobre esse tipo de negociação com antecedência, mas Susan Rice, conselheira de segurança nacional, justificou a decisão alegando a frágil condição de saúde de Bergdahl, que não poderia esperar mais para ser libertado.
O militar foi levado para receber tratamento num hospital na Alemanha, de onde seguirá para os EUA. Chuck Hagel, ministro americano da Defesa, reiterou que o país “não negocia com terroristas”. “O sargento Bergdahl era um prisioneiro de guerra”, disse. “Como disse antes, é um processo normal para reaver prisioneiros.”