A Comissão de Ética da Câmara de Garça (70 quilômetros de Bauru) irá analisar pedido de abertura de Comissão Especial de Inquérito (CEI) feito por engenheiro contra dois vereadores, entre eles o presidente da Casa. Ele alega que os parlamentares teriam faltado com o decoro ao ofendê-lo no final de uma sessão. Os vereadores negam as acusações.
No requerimento, Fabiano Tofoli Moreira, que é presidente do Partido Verde (PV) em Garça, alega que foi xingado pelo vereador Paulo André Bertone Faneco (PPS) dentro da Câmara. Na sequência, ele diz que foi ofendido e empurrado até a porta pelo presidente da Casa, Francisco Nicola Cerebino Christóforo Júnior (PSD).
Segundo o engenheiro, os fatos teriam sido presenciados por várias testemunhas. “O requerente requisitou a gravação de vídeo desta Casa, e em resposta ao seu requerimento, o presidente da Casa informou que bem no momento da ocorrência dos fatos não há gravação, o que muito estranhou-me”, declara.
Moreira registrou boletim de ocorrência contra os dois parlamentares na delegacia para a apuração de eventual infração penal. Em 26 de maio, ele protocolou pedido de abertura de CEI no Legislativo alegando quebra de decoro parlamentar. No documento, o engenheiro defende a cassação dos mandatos.
O presidente da Câmara informou que o requerimento será lido na sessão do dia 9. De acordo com ele, as denúncias serão apreciadas pela Comissão de Ética da Casa, presidida por Elias de Oliveira (PSC), que poderá arquivar o documento ou recomendar a aplicação de punição aos vereadores, que pode variar de uma advertência até suspensão ou cassação.
“A Comissão de Ética, primeiramente, acredito que irá ouvir os vereadores envolvidos e a pessoa que protocolou (o pedido)”, afirma Christóforo Júnior. “O nosso Regimento fala dos motivos pelos quais o vereador pode ser cassado. E, na verdade, eles não se enquadram em nenhum dos que ele (Moreira) falou”.
Ele nega ter empurrado o engenheiro após a sessão e diz que registrou boletim de ocorrência contra ele por desacato. O presidente do Legislativo também contesta a informação de que o requerente teria sido ofendido por Faneco e diz que o vereador registrou boletim de ocorrência contra Moreira por ameaça.